Atividades educacionais Da Redação Atividades de sensibilização
A
experiência vivida na Atividade de Sensibilização possibilita a
reflexão sobre os temas e fatores abordados. No trabalho de Educação
Ambiental, podemos incentivar nas crianças a criação de hipóteses
provisórias e dar lugar e espaço para aplicarem estas hipóteses,
descobrindo sua validez mediante a experimentação da resposta.
Através de perguntas e busca das respostas, a criança vai
descobrindo o mundo.
Se
as atividades lúdicas se realizam em um meio natural, o trabalho de
campo leva a criança a brincar observando a natureza e os seres
vivos em seu próprio ambiente.
Em
jogos deste tipo deve-se: estar sempre por perto; somente pegar
animais ou plantas extremamente necessários. Com cuidado, pois
alguns podem machucar; jogar os resíduos no lixo, nunca no ambiente;
preparar todo o material antes de começar.
Essas
atividades têm como objetivos principais criar um ambiente de
camaradagem e solidariedade no trabalho, buscando criar um ambiente
de boa qualidade e saudável, em que o rendimento de cada pessoa se
dê ao máximo, com a participação de todos no processo coletivo.
A
participação é um aprendizado, cabendo à Educação Ambiental
resgatar valores humanos como solidariedade, ética, respeito pela
vida, honestidade, responsabilidade, entre outros, favorecendo uma
participação responsável nas decisões de melhoria da qualidade de
vida, do meio natural, social, cultural e profissional.
As
dinâmicas de grupo possibilitam aos participantes oportunidades para
desenvolver uma sensibilização aos problemas decorrentes da
construção coletiva de um objetivo comum, aos problemas ambientais
e sociais, propiciando uma reflexão a respeito e a busca de
soluções.
Essas
atividades de sensibilização devem ser um caminho para tornar as
pessoas conscientes de quão importantes são as suas atitudes.
Sensibilizar é cativar os participantes para que suas mentes se
tornem receptivas às informações a serem transmitidas
posteriormente
As
atividades favorecem a participação e ação dos envolvidos, porém
são utilizadas respeitando-se uma série de elementos: afinidade de
interesses; organização, objetivos, tipo e tamanho do grupo, entre
outros. A experiência vivida nas dinâmicas possibilita a reflexão
sobre os temas e fatores abordados.
CAÇA
AO TESOURO Material: -
Uma lista criativa de objetos relativos à natureza a serem
procurados. Procure escolher somente elementos que possam ser
recolocados com segurança e que não causem danos ao ambiente. -
Uma sacola plástica para cada criança.
Procedimento: -
Reúna seus alunos em um lugar onde eles possam achar as coisas da
lista, como em um jardim ou parque. -
Dê a cada um uma cópia da lista e uma sacola. -
Especifique o tempo para o término. -
Após esgotado o tempo, reúna todos e vejam, item por item, o que
eles acharam.
LISTA
(Exemplo): Uma
pena Uma
semente espalhada pelo vento Exatamente
cem amostras de alguma coisa Uma
folha de Pau-ferro (ou outra qualquer da região) Um
espinho Um
osso Três
tipos diferentes de semente Um
animal ou inseto camuflado Algo
que seja redondo Parte
de um ovo Algo
que seja felpudo Algo
que seja pontiagudo Um
pedaço de pele de animal Cinco
amostras de algo artificial Algo
que seja completamente reto Algo
que seja bonito Algo
que não tenha utilidade na natureza* Uma
folha mascada (não por você!) Algo
que faça barulho Algo
que seja branco Algo
que seja importante na natureza** Algo
que lembre você mesmo Algo
que seja macio Um
painel solar*** Um
grande sorriso
*
Tudo que existe na natureza tem uma função. **
Tudo na natureza é importante ***
Painel solar pode ser qualquer coisa que capte o calor do sol (água,
pedras, plantas, animais).
Considerações
e Sugestões: -
Esta brincadeira foi adaptada para encontrar objetos relativos à
natureza. -
Você deverá especificar objetos que estimulem a criatividade da
criança ou que ela tenha de procurar com atenção. -
Para crianças pequenas, faça uma dinâmica diferente. Diga em voz
alta um, dois ou três itens por vez, por exemplo. -
Tenha o cuidado para não especificar coisas que as crianças tenham
que destruir algo ou se machuquem.
CÂMARA
FOTOGRÁFICA Material: -
Fichas de cartolina de 10 x 15 cm -
Lápis de cor
Procedimento: -
Um participante assume o papel do fotógrafo e outro representa a
câmara fotográfica. -
O fotógrafo guia a câmara (o colega), que está de olhos fechados,
à procura de imagens bonitas e interessantes. -
Ao ver algo que lhe interessa, o fotógrafo aponta a objetiva (os
olhos) da câmara naquela direção e enquadra o objeto que quer
“fotografar”. Em seguida, ele aperta o botão do obturador (ao
lado da orelha) para abrir a objetiva. Neste momento, a câmara abre
os olhos e fecha em seguida, tentando captar a imagem vista. -
É importante que a câmara permaneça de olhos fechados entre uma
fotografia e outra, de modo que os três a cinco segundos de
“exposição” tenham o impacto da surpresa. -
Os fotógrafos devem ser incentivados a ser criativos ao escolher e
enquadrar os objetos. Diga-lhes: “Vocês poderão conseguir
fotografias sensacionais se escolherem ângulos e perspectivas
diferentes. Por exemplo, deitar-se no chão sob uma
árvore e tirar a fotografia olhando para cima, ou colocar a câmara
bem perto da casca ou das folhas de uma árvore. Procurem olhar
dentro de uma flor ou ver o horizonte de forma panorâmica.
Aproveitem as oportunidades do momento”. -
Diga quantas fotografias eles deverão tirar (seis a dez, por
exemplo) e dê dez minutos para isso. Em seguida, peça que troquem
de lugar com seus parceiros. Dentro dessas regras, todos terminarão
mais ou menos ao mesmo tempo. -
Depois que todos tiverem representado os dois papeis, forneça a cada
participante uma ficha de cartolina de 10x15 cm, dizendo: “Lembre-se
de uma das fotografias que você tirou quando representou a câmara.
Faça um desenho dela e ofereça-a ao fotógrafo”. Se algum
participante resmungar sobre sua falta de talento artístico para
desenhar, diga que ele poderá culpar o fotógrafo pela má qualidade
das fotografias!
Considerações
e Sugestões: -
Câmara fotográfica é uma atividade forte e divertida. Ela
aquieta a agitação e os pensamentos dispersivos
de forma simples e natural, deixando a atenção livre para absorver
completamente a natureza. -
O objetivo da atividade é fazer com que os participantes apreciem a
beleza do mundo natural com mais intensidade. -
As câmaras podem desenhar mais de uma fotografia, se assim o
desejarem. -
Pode-se fazer uma exposição de “fotografias” com os desenhos.
MICROEXCURSÃO Material: -
Pedaços de barbantes iguais (de 1 a 2 metros); -
Lupas de mão (ideal, mas não essencial).
Procedimento: -
Comece pedindo que estendam os barbantes sobre a parte do solo mais
interessante que puderem encontrar. -
Forneça a cada criança uma lupa mágica, de modo que, ao observar
uma formiga, sinta-se do tamanho dela. -
Você poderá fazer perguntas que estimulem a imaginação das
crianças: “Que mundo você está percorrendo neste momento? Quem
são seus vizinhos mais próximos? Eles são amigos? Estão
trabalhando muito? Que tal ser aquele besouro verde-metálico? Como
ele passa o dia?”. -
Os “excursionistas”, deitados de bruços, analisam cada
centímetro da trilha, examinando pequenas maravilhas da natureza,
tais como uma folha de grama dobrada, besouros coloridos salpicados
de pólen das flores, aranhas de mandíbulas enormes e com oito
olhos, pedrinhas minúsculas. Como as crianças pequenas gostam
especialmente de objetos minúsculos, sua intensa absorção no mundo
da floresta em miniatura será surpreendente.
Considerações
e Sugestões: -
No início, diga às crianças que seus olhos não devem ficar mais
do que vinte ou trinta centímetros distante do solo. -
Peça para contarem para os colegas o que viram em sua “excursão”. -
Podem também fazer um relato em desenho. Uma boa forma é fazer uma
colagem com o barbante em uma cartolina e deixar que cada um desenhe
o que viu ao longo do barbante colado.
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