Ano 10 - nº 85 - Abril de 2011 - A revista do educador
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Atividades educacionais
Da Redação
Atividades de sensibilização

A experiência vivida na Atividade de Sensibilização possibilita a reflexão sobre os temas e fatores abordados. No trabalho de Educação Ambiental, podemos incentivar nas crianças a criação de hipóteses provisórias e dar lugar e espaço para aplicarem estas hipóteses, descobrindo sua validez mediante a experimentação da resposta. Através de perguntas e busca das respostas, a criança vai descobrindo o mundo.

Se as atividades lúdicas se realizam em um meio natural, o trabalho de campo leva a criança a brincar observando a natureza e os seres vivos em seu próprio ambiente.

Em jogos deste tipo deve-se: estar sempre por perto; somente pegar animais ou plantas extremamente necessários. Com cuidado, pois alguns podem machucar; jogar os resíduos no lixo, nunca no ambiente; preparar todo o material antes de começar.

Essas atividades têm como objetivos principais criar um ambiente de camaradagem e solidariedade no trabalho, buscando criar um ambiente de boa qualidade e saudável, em que o rendimento de cada pessoa se dê ao máximo, com a participação de todos no processo coletivo.

A participação é um aprendizado, cabendo à Educação Ambiental resgatar valores humanos como solidariedade, ética, respeito pela vida, honestidade, responsabilidade, entre outros, favorecendo uma participação responsável nas decisões de melhoria da qualidade de vida, do meio natural, social, cultural e profissional.

As dinâmicas de grupo possibilitam aos participantes oportunidades para desenvolver uma sensibilização aos problemas decorrentes da construção coletiva de um objetivo comum, aos problemas ambientais e sociais, propiciando uma reflexão a respeito e a busca de soluções.

Essas atividades de sensibilização devem ser um caminho para tornar as pessoas conscientes de quão importantes são as suas atitudes. Sensibilizar é cativar os participantes para que suas mentes se tornem receptivas às informações a serem transmitidas posteriormente

As atividades favorecem a participação e ação dos envolvidos, porém são utilizadas respeitando-se uma série de elementos: afinidade de interesses; organização, objetivos, tipo e tamanho do grupo, entre outros. A experiência vivida nas dinâmicas possibilita a reflexão sobre os temas e fatores abordados.

CAÇA AO TESOURO
Material:
- Uma lista criativa de objetos relativos à natureza a serem procurados. Procure escolher somente elementos que possam ser recolocados com segurança e que não causem danos ao ambiente.
- Uma sacola plástica para cada criança.

Procedimento:
- Reúna seus alunos em um lugar onde eles possam achar as coisas da lista, como em um jardim ou parque.
- Dê a cada um uma cópia da lista e uma sacola.
- Especifique o tempo para o término.
- Após esgotado o tempo, reúna todos e vejam, item por item, o que eles acharam.

LISTA (Exemplo):
Uma pena
Uma semente espalhada pelo vento
Exatamente cem amostras de alguma coisa
Uma folha de Pau-ferro (ou outra qualquer da região)
Um espinho
Um osso
Três tipos diferentes de semente
Um animal ou inseto camuflado
Algo que seja redondo
Parte de um ovo
Algo que seja felpudo
Algo que seja pontiagudo
Um pedaço de pele de animal
Cinco amostras de algo artificial
Algo que seja completamente reto
Algo que seja bonito
Algo que não tenha utilidade na natureza*
Uma folha mascada (não por você!)
Algo que faça barulho
Algo que seja branco
Algo que seja importante na natureza**
Algo que lembre você mesmo
Algo que seja macio
Um painel solar***
Um grande sorriso

* Tudo que existe na natureza tem uma função.
** Tudo na natureza é importante
*** Painel solar pode ser qualquer coisa que capte o calor do sol (água, pedras, plantas, animais).

Considerações e Sugestões:
- Esta brincadeira foi adaptada para encontrar objetos relativos à natureza.
- Você deverá especificar objetos que estimulem a criatividade da criança ou que ela tenha de procurar com atenção.
- Para crianças pequenas, faça uma dinâmica diferente. Diga em voz alta um, dois ou três itens por vez, por exemplo.
- Tenha o cuidado para não especificar coisas que as crianças tenham que destruir algo ou se machuquem.


CÂMARA FOTOGRÁFICA
Material:
- Fichas de cartolina de 10 x 15 cm
- Lápis de cor

Procedimento:
- Um participante assume o papel do fotógrafo e outro representa a câmara fotográfica.
- O fotógrafo guia a câmara (o colega), que está de olhos fechados, à procura de imagens bonitas e interessantes.
- Ao ver algo que lhe interessa, o fotógrafo aponta a objetiva (os olhos) da câmara naquela direção e enquadra o objeto que quer “fotografar”. Em seguida, ele aperta o botão do obturador (ao lado da orelha) para abrir a objetiva. Neste momento, a câmara abre os olhos e fecha em seguida, tentando captar a imagem vista.
- É importante que a câmara permaneça de olhos fechados entre uma fotografia e outra, de modo que os três a cinco segundos de “exposição” tenham o impacto da surpresa.
- Os fotógrafos devem ser incentivados a ser criativos ao escolher e enquadrar os objetos. Diga-lhes: “Vocês poderão conseguir fotografias sensacionais se escolherem ângulos e perspectivas diferentes.  Por exemplo, deitar-se no chão   sob uma árvore e tirar a fotografia olhando para cima, ou colocar a câmara bem perto da casca ou das folhas de uma árvore.  Procurem olhar dentro de uma flor ou ver o horizonte de forma panorâmica. Aproveitem as oportunidades do momento”.
- Diga quantas fotografias eles deverão tirar (seis a dez, por exemplo) e dê dez minutos para isso. Em seguida, peça que troquem de lugar com seus parceiros. Dentro dessas regras, todos terminarão mais ou menos ao mesmo tempo.
- Depois que todos tiverem representado os dois papeis, forneça a cada participante uma ficha de cartolina de 10x15 cm, dizendo: “Lembre-se de uma das fotografias que você tirou quando representou a câmara. Faça um desenho dela e ofereça-a ao fotógrafo”.  Se algum participante resmungar sobre sua falta de talento artístico para desenhar, diga que ele poderá culpar o fotógrafo pela má qualidade das fotografias!

Considerações e Sugestões:
- Câmara fotográfica é uma atividade forte e divertida.  Ela aquieta a agitação e os pensamentos dispersivos de forma simples e natural, deixando a atenção livre para absorver completamente a natureza.
- O objetivo da atividade é fazer com que os participantes apreciem a beleza do mundo natural com mais intensidade.
- As câmaras podem desenhar mais de uma fotografia, se assim o desejarem.
- Pode-se fazer uma exposição de “fotografias” com os desenhos.


MICROEXCURSÃO
Material:
- Pedaços de barbantes iguais (de 1 a 2 metros);
- Lupas de mão (ideal, mas não essencial).

Procedimento:
- Comece pedindo que estendam os barbantes sobre a parte do solo mais interessante que puderem encontrar.
- Forneça a cada criança uma lupa mágica, de modo que, ao observar uma formiga, sinta-se do tamanho dela.
- Você poderá fazer perguntas que estimulem a imaginação das crianças: “Que mundo você está percorrendo neste momento? Quem são seus vizinhos mais próximos? Eles são amigos? Estão trabalhando muito? Que tal ser aquele besouro verde-metálico? Como ele passa o dia?”.
- Os “excursionistas”, deitados de bruços, analisam cada centímetro da trilha, examinando pequenas maravilhas da natureza, tais como uma folha de grama dobrada, besouros coloridos salpicados de pólen das flores, aranhas de mandíbulas enormes e com oito olhos, pedrinhas minúsculas. Como as crianças pequenas gostam especialmente de objetos minúsculos, sua intensa absorção no mundo da floresta em miniatura será surpreendente.

Considerações e Sugestões:
- No início, diga às crianças que seus olhos não devem ficar mais do que vinte ou trinta centímetros distante do solo.
- Peça para contarem para os colegas o que viram em sua “excursão”.
- Podem também fazer um relato em desenho. Uma boa forma é fazer uma colagem com o barbante em uma cartolina e deixar que cada um desenhe o que viu ao longo do barbante colado.



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