|
|
||
|
Família Gravidez Precoce As adolescentes são o maior grupo de risco. Bruno Zaminsky Os dados estatísticos
sobre a gravidez na adolescência, no Brasil, revelam um quadro assustador.
Jovens de 10 a 19 anos de idade constituem o maior universo atendido pelo
sistema público de saúde. Para enfrentar essa questão
alguma escolas estão abrindo creches para os filhos das alunas
adolescentes, mas é chocante verificar que a mãe tem apenas
dez ou doze anos de idade. Como a situação existe, a abertura de creches na própria unidade escolar é uma atitude louvável, mas um paliativo, mesmo que solidário, para essas adolescentes que ainda não sabem direito o que é a vida e o que é ser mãe. Não é
solução, pois necessitamos trabalhar a orientação
moral e a educação da sexualidade junto aos pais dessas
e desses adolescentes, e também junto a eles - meninos e meninas
- para que a sexualidade não seja vista apenas pelo aspecto do
prazer físico, mas pela visão da ética, do sentimento,
da disciplina dos instintos sexuais em favor do progresso moral. A raiz da questão
da gravidez precoce está na família e nos valores que esta
considera como prioritários, hoje imediatos, egoístas e
sensuais. Quando a adolescente
engravida, interrompe os estudos, muitas vezes é abandonada pelos
pais e pelo parceiro, perde sua identificação com as pessoas
da mesma idade. Esse é o quadro geral, além dos filhos representarem
problemas como baixo peso, prematuridade e outros. Será tão
difícil sensibilizarmo-nos para esse quadr? Onde os programas de
orientação, de prevenção, para revertermos
essas estatísticas? Somos responsáveis pelos nossos filhos,
temos o dever de sua educação intelectual e emocional, e
tudo atesta a nossa irresponsabilidade, gerando sentidas lágrimas
neste educador que, mesmo assim continua acreditando no ser chamado homem,
e apela para que programas de educação da sexualidade sejam
trabalhados nas escolas, na rede pública de saúde, nas organizações
não-governamentais, envolvendo a família, para termos um
mundo melhor amanhã. Temos aqui, reconhecemos,
outra questão, a da capacitação dos educadores para
trabalhar a orientação sexual e moral junto aos pais e adolescentes.
E não tão somente capacitação no sentido técnico
e cultural, mas principalmente no sentido moral. Essa é uma questão
que pode ser resolvida com a convocação dos escritores,
pesquisadores, psicólogos, educadores de sólidos princípios
éticos, de ampla religiosidade que, sem nenhum tipo de preconceito
ou falso moralismo, mas sem cair no excesso da liberdade, para trabalharem
no planejamento e aplicação de cursos, atividades, etc.,
que visem a capacitação do professor e também dos
pais. Se quisermos trabalhar uma nova orientação sexual e de vida para os adolescentes, nas base em que aqui delineamos, o amanhã será outro futuro, e não o que hoje aponta no horizonte. |
Análise&Crítica |