CAPACITAÇÃO
Curso Presencial
Curso a Distância
Formação Continuada
NA ESCOLA
Seminários
Oficinas de Vivências
Palestras
Assessoria Pedagógica
IBEM
Quem Somos
Projeto Educação Moral
Clube Amigos do IBEM
Parceiro-Educador
Pestalozzi
Campanha Amar e Educar
Agenda
Central de Atendimento
Ibem on Line
Livros
Arquivos
Ações do IBEM
Cadastro
EDUCAÇÃO
Educação Moral
Pedagogia da Sensibilidade
Escola do Sentimento
Família
Experiências Que Dão Certo
Contando Histórias
Aprendendo Educar
Pensando a Educação
Atividades Educacionais
Links
Notícias Educacionais
Entrevistas
Artigos
Interatividade
Os Educadores
REALIZAÇÕES
Revista ReConstruir
Vivendo Sempre em Paz
Educação no 3º Milênio
SOS Professor
SITE
Primeira Página
   

Família

Há Fumaça no Quarto

O problema das drogas e a educação na família.

Bruno Zaminsky

Quando os pais se dão conta que seu filho ou filha está envolvido com tóxicos, normalmente o quadro já é de complicação. O envolvimento com as drogas está avançando e a situação requer medidas fortes, como internação, ajuda de psicólogos e outras. Mas, quando foi que tudo começou? Não existiram sinais? Se existiram, e sempre existem, como os pais não se deram conta disso?

Procura-se a causa, ou causas, e os pais reclamam combate policial efetivo aos traficantes. Os pais exigem da escola uma postura de rigidez e esclarecimento. Os pais querem maiores espaços públicos de lazer e esporte para seus filhos. Os pais querem...muitas e muitas coisas, sempre dos outros, ou das organizações sociais, só não querem de si mesmos.

Não exigem de si mesmos uma auto-educação refletida nos seus próprios exemplos aos filhos. Não exigem de si mesmos disciplina que oriente a liberdade diante da vida. Não exigem de si mesmos as horas de convívio para o diálogo, para a troca de experiências. Não exigem de si mesmos a responsabilidade pela educação moral de seus filhos.

Os alunos desfilam pela escola exibindo maus comportamentos: desrespeito, violência, abuso, desleixo, indisciplina, indiferença e tantos outros maus comportamentos, que a lista ocuparia todas as linhas que pudéssemos escrever, todos eles trazidos de casa, ou seja, do lar, no aprendizado da família e que, naturalmente, acabam sendo muitas vezes reforçados pelo ambiente social e escolar, pois cidadãos deseducados não podem educar os jovens que iniciam o exercício de sua cidadania.

Entretanto, quando tudo começou?

Teve início no berço, quando os pais não corrigem más tendências, ou quando incutem na criança ainda pequena maus hábitos. Prossegue na infância quando brinquedos, televisão e alfabetização são mais prioritários que orientação moral. Continua na adolescência, quando esses mesmos pais se omitem perante as questões dos relacionamentos intrapessoais e interpessoais, descuidando da formação do caráter, do equilíbrio psicológico dos filhos. Consolida-se quando na juventude tudo é lícito, e todas as conseqüências são desculpadas. E termina na madureza, quando o orgulho, a vaidade e demais vícios estão plenamente instalados, alimentando a teimosia e o desculpismo.

Devo estar dando a impressão de muito amargor no coração. Em absoluto, não é isso. é que diante das reportagens, das estatísticas e do discurso de pais e professores - discurso esse procura mascarar a verdade - não consigo ficar calado.

Quando olho para os alunos, sentados e engalanados para a cerimônia de graduação, todos esperando o famoso diploma, procuro dirigir-lhes uma palavra sobre o sentido da vida. Procuro atingir-lhes os sentimentos, mostrar-lhes que viver é muito mais do que experimentar sensações de prazer, pois as sensações passam e a vida continua.

E quanto aos pais? Muito diálogo e a tentativa de encontros onde a tônica é a formação de seus filhos, a partir de ações no núcleo familiar.

A fumaça dos tóxicos começa no quarto, o mundo em que vive o filho, ilhado no mar da má educação em que se tornou boa parte das famílias deste nosso país. Lembro, com bom otimismo, que o socorro a uma pessoa ilhada pode ser feito com um simples barco a remo, e o socorro ao filho pode ser feito com um simples diálogo amigo.


Eventos Duque de Caxias


Assessoria

Análise&Crítica
Blog