CAPACITAÇÃO
Curso Presencial
Curso a Distância
Formação Continuada
NA ESCOLA
Seminários
Oficinas de Vivências
Palestras
Assessoria Pedagógica
IBEM
Quem Somos
Projeto Educação Moral
Clube Amigos do IBEM
Parceiro-Educador
Pestalozzi
Campanha Amar e Educar
Agenda
Central de Atendimento
Ibem on Line
Livros
Arquivos
Ações do IBEM
Cadastro
EDUCAÇÃO
Educação Moral
Pedagogia da Sensibilidade
Escola do Sentimento
Família
Experiências Que Dão Certo
Contando Histórias
Aprendendo Educar
Pensando a Educação
Atividades Educacionais
Links
Notícias Educacionais
Entrevistas
Artigos
Interatividade
Os Educadores
REALIZAÇÕES
Revista ReConstruir
Vivendo Sempre em Paz
Educação no 3º Milênio
SOS Professor
SITE
Primeira Página
   

Família

Formatura, Colação de Grau e Futuro

Bruno Zaminsky

Fim de um ano e início de outro. É quando as formatu-ras do ensino superior se intensificam, pois normalmente coincidem com o final dos cursos, e nós, professores universitários, recebemos convite desta ou daquela tur-ma de formandos para comparecer às cerimônias. Mas desta vez tive experiência diferente, ou melhor, já havia tido a experiência que vou relatar, mas desta vez meu olhar, meu sentir, foi diferente.

Compareci a uma cerimônia de formatura não como professor, mas como parente de um dos formandos e, portanto, fiquei sentado na platéia apenas assistindo, mas sem resistir ao ensejo de sentir e pensar.

A alegria de todos os alunos, agora ex-alunos e profissionais ou futuros profissionais da carreira escolhida, era contagiante, e toda a cerimônia foi realizada com muita descontração e, posso dizer, com fina ironia. A participa-ção dos pais e toda parentela, amigos e amigas foi também de extrema alegria. Em certos momentos pensei estar num estádio de futebol e não no teatro de uma faculdade. E como foi difícil arrumar um lugar para sen-tar, pois filas inteiras de poltronas estavam previamente reservadas por uma pessoa, duas horas antes, para toda a família. Impressionante, não é mesmo, a deseducação e falta de respeito para com os outros.

Da abertura do cerimonial até o seu encerramento, nada senti, a não ser a frieza das leituras obrigatórias e das irreverências dos alunos e da platéia. Abro exceção para dois momentos: o hino nacional e a leitura da homenagem aos pais, quando a emoção a todos contagiou. Mas foi passageiro.

De resto, assisti um diversificado desfile de moda femi-nina e verifiquei um tedioso olhar vago de alguns professores que compunham a mesa e não viam a hora de voltar para casa. Felizmente três ou quatro professores demonstravam sentimento e participação naquela alegria de ver seus alunos concluindo o curso e receber o diploma.

Na saída assisti a mais cenas constrangedoras. Parentes e amigos disputavam os formandos para tirar fotos, no que parecia ser uma grande praça de cidade grande na hora do almoço, ou seja, todo mundo buscando um lugar ao sol, no caso foi um lugar ao luar, pois era noite, e sem considerar a existência das outras pessoas.

Diante do dado oficial fornecido pela CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) que todo ano produzimos no Brasil pouco mais de 4 mil teses de Mestrado e Doutorado, e vendo aqueles formandos, quase todos muito jovens, em atitudes bem distantes de qualquer pensamento mais profundo com relação à vida, sinto um aperto no coração.

A maioria vai se perder na multidão, será apenas mais um profissional lutando por salário, e depois de uns vinte anos estará entediado, frustrado, repetitivo, acomodado, pois aquilo que tem início sem verdadeiro ideal tende a murchar com o decorrer do tempo.

Sempre que tenho oportunidade converso com meus alunos, e também com meus colegas, sobre a vida e seus valores. Essas conversas produzem muito, embora nem todos estejam despertos para a questão. São sem-pre gratificantes, e mais ainda quando percebo que os fiz pensar, rever posições, avaliar entendimentos e sentir, principalmente sentir a vida.

Natural que o encerramento de um curso preencha de alegria a todos os que conseguiram encerrar todas as etapas do mesmo, vendo-se coroados com a diploma-ção, mas, lembrando uma cena do filme "Uma Mente Brilhante", que narra parte da vida do Prêmio Nobel de Física, John Nash, quando somos laureados pelos outros não temos que ver nisso apenas reconhecimento, mas conquista, que significa luta por um ideal.

Qual é nosso ideal quando nos preparamos e presta-mos as provas de um vestibular para ingresso na faculdade? Qual é nosso ideal quando recebemos o diploma no final do curso? Qual é nosso ideal quando distribuímos currículos à procura de uma colocação profissional? Isso depende, muito, dos pais, da família.

Todos nós temos uma filosofia de vida, mesmo que não tenhamos plena consciência disso, e pensar sobre isso é de máxima importância, pois se os valores que regem nosso viver não estão claros, ou se não são profundos, o que seremos na vida e o que faremos dela?

Quero sempre assistir cerimônias de colação de grau sentindo a alegria e a felicidade de todos, entendendo essa alegria e essa felicidade como um puro sentimento de contentamento pela conquista realizada, pelo vislumbrar de uma carreira profissional direcionada por nobres ideais, e que todos chorem da mais pura emoção de alcançarem a autorização de serviço pelo bem de todos.


Eventos Duque de Caxias


Assessoria

Análise&Crítica
Blog