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Família

Pai-Educador, a Missão que Deve ser Cumprida

Bruno Zaminsky

Amigo leitor, você já reparou no nome de uma famosa reunião patrocinada regularmente pela escola? Ela é conhecida como "reunião de pais". Agora, você já percebeu que nessa famosa reunião, normalmente só comparecem as mães, ou que pelo menos elas são a grande maioria dos presentes? Por que será?

É uma reunião de pais, portanto, para o pai e a mãe, e não para um ou outro. É momento de troca de informa-ções, de experiências, de perguntas e respostas muito importante para o trabalho que se realiza na escola e, também, para o que se realiza na família. Onde está o pai?

Temos algumas alternativas:
a) Ele está no trabalho profissional.
b) Ele não se interessa pelas coisas da escola.
c) Ele acredita que acompanhar a educação escolar é função da mãe.
d) Ele não se considera responsável pela educação dos filhos, isso é coisa de mulher.

Estudemos cada alternativa para sua melhor compre-ensão.

O trabalho profissional, sem dúvida, é um empecilho para comparecimento do pai à reunião. Nesse caso a escola deve procurar se adequar a essa realidade social e fazer esforços para, por exemplo, realizar a reunião no sábado de manhã. Cada escola deve encontrar o melhor caminho, mas é fato que não pode se eximir de fazer esforços para trazer o pai, e não apenas a mãe, para melhor alcançar seus objetivos educacionais.

O pai não se interessar pelas coisas da escola é, infelizmente, mais comum do que pensamos, passando apenas um breve olhar sobre cadernos, livros e lições de seu filho, ou ouvindo superficialmente as narrativas sobre acontecimentos escolares dos filhos. Esse desinteresse acaba cristalizando um distanciamento entre pai e filhos, assim como esfria o relacionamento. Qual é a criança que não se sente menos amada pelo pai quando este não dá a mínima para seus sucessos ou insucessos escolares?

Transferir o acompanhamento escolar para a mãe é algo já um tanto quanto incorporado nas funções paternas, meio que sancionado pela sociedade, ainda que não esteja grafado em lei. Quando a mãe também trabalha, esse acompanhamento é delegado, transferido para avós ou babás. Esses pais não sabem o mal que cau-sam a seus filhos. Casos de baixa auto-estima, fraco rendimento escolar, e outras situações inquietantes com relação à criança e ao adolescente, têm íntima relação com o aparente abandono do filho pelo pai, já que apenas a mãe se interessa pela educação, somente ela está presente.

A quarta e última alternativa representa um atavismo social, um paradigma cultural que perdura há gerações, considerando que educar é função feminina, de exclusiva competência da mulher, e, portanto da mãe. Isso é um engano. O fato de a mãe possuir sensibilidade mais aguçada, ser detentora de uma afetividade toda especial, não exime o homem da sua responsabilidade paterna, que também engloba a educação dos filhos.

Todo pai é também um educador. Ou seria melhor escrever que todo pai deveria também ser um educador? Considero irrelevante essa discussão, pois educar é tarefa dos pais, dos dois, e não apenas de um dos cônjuges.

O homem que sabe amar, que se esforça por dar bons exemplos, e se interessa pelo acompanhamen-to escolar, é, sem dúvida, um educador dos seus filhos.

A união dos pais na demonstração de interesse pela educação dos seus filhos, é o melhor presente que a criança pode querer receber quando está tendo suas aulas na escola, pois ela se sentirá amada, protegida, amparada. Isso não compete apenas à mãe.

Prezado pai. Pense, reflita sobre sua missão educadora e sobre o que você está fazendo. Se já exerce conscientemente seu papel como educador, parabéns! Se ain-da não havia percebido essa função tão magnífica, não adie para amanhã. Interesse-se pela escola, pelo que seu filho faz nessa importante instituição social. Caminhe com seu filho para mostrar o quanto você o ama.


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