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ESCOLA
DO SENTIMENTO

Texto
resumo criado pela equipe pedagógica do IBEM.
A Educação
Moral para Formação do Homem
Compete à educação formar o homem, ou seja, desenvolver
suas capacidades até o estado de perfeição, pois
está nele mesmo, pelo ato da criação divina, todas
as potencialidades. Não podemos conceber uma educação
utilitarista, envolvida apenas com a transmissão do conhecimento,
deixando o homem sem direção, esse homem que muito conhece
mas não sabe de si mesmo nem da vida.
É na filosofia que rege a educação onde devemos primeiro
fazer uma modificação, pois é ela o comando de todo
o processo, substituindo a filosofia materialista pela filosofia espiritualizante.
Como segundo passo necessitamos de uma nova visão, de um novo entendimento
sobre a educação, que é a formação
do caráter, a sensibilização dos sentimentos, o desenvolvimento
das virtudes regendo a formação intelectual, e não
o contrário.
Assim, estabelecemos que a educação moral significa:
-
Formação
do caráter;
-
potencialização
das virtudes;
-
sensibilização
dos sentimentos;
-
direcionamento
da inteligência para o bem; e
-
construção
do homem integral.
No modelo educacional
Escola do Sentimento, que ora apresentamos, estabelecemos os fins,
a metodologia e a orientação básica da educação
moral para formação do caráter, para construção
do homem total, para o equilíbrio entre o sentimento e a razão,
destacando a importante função do amor, porque não
pode existir educação fora do amor.
Se desejamos ajudar o homem na construção ideal de si mesmo
e da sociedade mais justa e feliz, "isto só se pode conseguir
por transformar suas escolas, tornando-as verdadeiros centros de educação
nos quais as forças morais, intelectuais e físicas, que
Deus colocou em nossa natureza, possam ser despertadas e desenvolvidas,
de sorte que o homem seja capacitado para viver uma vida digna, contente
em si mesmo e contentando os outros", como nos diz com toda propriedade
o educador Pestalozzi.
Os Ideais da Educação
Moral
O fim último da educação moral é levar o homem
ao seu aperfeiçoamento.
Perfeição significa tudo saber e aperfeiçoar-se significa
construção paulatina dessa perfeição, o que
compete à educação. Não essa educação
que ilustra a inteligência, mas a educação moral,
que é a arte da formação do caráter.
Para trabalharmos os cinco significados da educação moral
(ver capítulo 1) possuímos quatro agentes básicos:
1. Família, a primeira escola do homem, onde os pais e responsáveis
devem dar bons exemplos estimulando a formação do bom caráter
de seus filhos, auxiliando a escola na construção do ser,
incentivando a prática das virtudes e reforçando o conhecimento.
2. Escola, estruturando os sentimentos do educando, trabalhando
a intuição como base do desenvolvimento da inteligência,
direcionando o intelecto para a prática da bondade, conjugando-se
com a família no ato educativo do amor.
3. Sociedade, responsável por oportunizar as experiências
facilitadoras da construção do homem total.
4. Auto-educação, levando o homem, a partir da intuição
de suas potencialidades e do discernimento entre o bem e o mal, a consolidar
virtudes e alcançar estágios superiores de seu aperfeiçoamento.
A Arte da Formação
do Caráter
Nenhuma criança é igual a outra.
O educando viaja pela vida, sofre mil influências, troca experiências,
adquire conhecimentos e desenvolve o senso moral de forma particular,
individual. Um fato ou um ensino pode impressionar vivamente uma criança
e nada despertar em outra. Os interesses variam ao infinito e a construção
do ser não obedece o mesmo tempo nem o mesmo ritmo, motivo pelo
qual podemos vislumbrar a construção do seguinte princípio:
A educação deve ser promovida de forma individualizada.
Mas isso não significa que deva ser promovida fora do ambiente
coletivo, pois fomos criados por Deus para a vida social: ninguém
é tão completo ou auto-suficiente que não dependa
de outro para viver.
Podemos, portanto, ampliar o princípio, dizendo:
A educação deve ser promovida de forma individualizada dentro
de um contexto coletivo.
E não pode ser promovida apenas através do ensino teórico,
mas através de atividades que visem a participação
do educando, para que este adquira experiência própria, desenvolvendo
suas potencialidades. Eis mais um princípio:
Todo educando possui poderes naturais - potencialidades a serem desenvolvidas
- com que Deus dotou suas criaturas.
Detrás da rudeza, do acanhamento, da aparente incapacidade do educando,
escondem-se belas faculdades, preciosas virtudes e notáveis habilidades.
Para despertamento dessas potencialidades é necessário:
-
Utilizar as necessidades
comuns da vida para ensinar aos educandos as relações
das coisas;
-
despertar a inteligência
do educando instigando o uso do seu raciocínio;
-
liberar as potencialidades
do educando através da utilização das simples
circunstâncias da vida doméstica, escolar e social; e
-
4. aplicar, por
parte do educador, o afeto, sensibilizando o educando.
A escola deve, na
medida do possível, levar avante a educação moral
sem auxílio de meios artificiais, utilizando para o desenvolvimento
do educando:
-
A influência
do ambiente natural; e
-
as atividades
da vida diária.
Toda atividade bem
orientada desenvolve a inteligência e faz desabrochar o senso moral,
e nada melhor que a própria vida como conteúdo do fazer
escolar e do construir o homem.
Conduta do Educador
Para a realização plena desse trabalho, a escola precisa
ter como parâmetro um projeto pedagógico bem desenvolvido,
como aqui apresentamos, onde estejam abolidos os sermões, as pressões,
os regulamentos impostos pela direção, os exercícios
prontos e estejam implantados:
-
A conquista e
melhora dos sentimentos dos educandos;
-
o despertamento
nos educandos das nobres e puras qualidades morais; e
-
o desenvolvimento
dessas qualidades nas ações externas, através
da atividade e da obediência consciente.
Assim, podemos estabelecer
os princípios gerais reguladores da conduta do educador para o
trabalho da educação moral:
| CONDUTA DO EDUCADOR |
|
Princípio
|
Conduta
|
| 1. Afeto |
Desenvolver o sentimento de simpatia e afeição
dos educandos. |
| 2. Ajuda |
Satisfazer-lhes todas as necessidades de cada dia. |
| 3. Amor |
Imprimir em seus corações esse sentimento
através do incessante contato. |
| 4. Bondade |
Utilizar de calma e paciência na solução
dos problemas. |
| 5. Estímulo |
Desenvolver nos educandos as habilidades e raciocínios
que os capacitem a fazer uso eficiente e constante deles em todas
as relações e circunstâncias. |
| 6. Natureza |
Estudar as questões do bem e do mal, fazendo
com que os educandos se posicionem e se preparem com fatos reais como
base para suas concepções de estética e arte,
justiça e vida moral. |
| 7. Convicção |
Crer no que faz, acreditar no processo da educação
moral e comunicar isso ao educando através do entusiasmo e
da perseverança. |
Integração
da Escola, Família e Sociedade
Como fazer a aproximação e integração entre
a escola e a família?
Deverá partir da escola a iniciativa dessa aproximação,
pois os educadores, unidos pelo modelo educacional, estarão conscientes
da importância de conhecer a família de seus educandos; de
fazerem da escola um ambiente familiar e de integrar os pais no processo
educacional proporcionado pela escola.
Sugerimos os seguintes passos:
-
Visita dos educadores
aos lares de seus educandos;
-
nessas visitas,
apresentar-se e apresentar a escola, mostrando interesse em conhecer
os pais;
-
entregar folhetos
explicativos sobre o trabalho educacional desenvolvido pela escola;
e
-
convidar os pais
para visitarem a escola.
Estamos desenvolvendo
a aproximação. Quando os pais visitarem a
escola, proporcionar-lhes uma recepção calorosa, amiga,
levando-os a conhecer as dependências físicas e as atividades
em desenvolvimento, convidando-os à participação
como colaboradores voluntários. De início, evitar a realização
de reuniões formais, mas promover festividades, exposições,
onde os pais podem se sentir à vontade e colaborar de forma espontânea,
tendo a oportunidade de assistir seus filhos apresentando seu fazer escolar
(e auxiliando-os nesse fazer).
Ultrapassamos a fase da aproximação e estamos em plena etapa
da sensibilização.
Adentramos agora ao plano da ação, que possui
duas vertentes:
-
Ação
pedagógica: participação dos pais nas atividades
de estudo e pesquisa extra-classe, como se fossem segundos mestres,
ao mesmo tempo que participam das reuniões de avaliação
e planejamento pedagógico.
-
Ação
permanente: organização de festividades, exposições,
etc., junto com professores e alunos, e doação voluntária
de horas semanais em oficinas, na cozinha, no jardim, na horta e outros
serviços permanentes da escola.
-
Aproximação,
sensibilização e ação dos pais, da
família na escola, fazem parte de um processo contínuo,
permanente, desenvolvido com amor, e que determina a integração
escola/família.
Instrução
e Educação: Metodologia
Para realizarmos com eficiência a educação moral devemos
seguir um método, pois todo trabalho sem método tende a
não alcançar seu fim, ou, se o consegue, o faz por caminhos
mais difíceis que o necessário. Estamos, pois, falando da
metodologia da educação moral a ser empregada pelo professor
na sala de aula e por todos os educadores na Escola do Sentimento.
Iniciemos com um princípio geral, anunciado por Pestalozzi:
"Nobres e elevados pensamentos são indispensáveis
para desenvolver sabedoria e firmeza de caráter."
O professor deve, através da auto-educação, estimular-se
a enobrecer e elevar seus pensamentos, única maneira de, com firmeza,
desenvolver seu saber e seu caráter, tornando-se assim, pela força
do hábito, um exemplo a ser seguido, exemplo esse que contagia
os educandos, tornando seu trabalho muito mais útil e profundo,
pois os educandos compreenderão, por se tratar de uma verdade espelhada
pela conduta do professor, que os exercícios, as vivências,
as práticas, enfim, que o ensino não é falso, mas
verdadeiro.
O ensino propiciado pela educação moral deve:
-
Levar em consideração
todas as aptidões em todas as circunstâncias; e
-
ser feito com
simplicidade e amor, prudência e autoridade.
Na Escola do Sentimento
estes devem ser os princípios do ensino:
-
A instrução
subordinada à formação do caráter;
-
ensino suscitando
e fortalecendo nobres sentimentos; e
-
a educação
promovida mediante relacionamento constante com o educando.
Esse método
nos leva a considerar a Escola do Sentimento, em seu proceder da educação
integral, de duas formas:
-
Como escola que
propicia o estudo; e
-
como escola que
propicia o trabalho.
A Escola do Sentimento
Estes são os principais critérios para seu funcionamento
pleno:
-
Os alunos devem
viver em liberdade
-
As portas devem
estar sempre abertas
-
Horário
integral
-
Aulas com uma
hora de duração e troca de sala por parte dos alunos
-
Atividades e oficinas
inclusos na grade curricular
-
Dedicação
ao trabalho livre
-
O educando colaborador
-
A coordenação
pedagógica
-
Ouvir os educandos
e sensibilizá-los
-
Diariamente reunidos
-
A escola do sentimento
em reunião familiar
-
Vamos até
a natureza
-
É hora
de festa
-
A música
sensibilizando o educando
-
Adeus castigos...adeus
recompensas
-
E chegamos à
disciplina
Se você quiser
conhecer com profundidade a Escola do Sentimento, adquira a apostila
de mesmo nome publicada pelo IBEM, através da nossa
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