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EDUCAÇÃO
MORAL
Texto
resumo criado pela equipe pedagógica do IBEM.
A Educação
Entendemos a educação como sendo formadora da moral e
da inteligência do homem, em outras palavras, como sendo o
elemento que desenvolve toda a potencialidade existente no ser humano,
por isso que compreender a educação é saber direcionar
o homem no mundo.
Educar é transformar.
Educar é potencializar.
Educar é trabalhar tanto a inteligência quanto a moral,
para que o homem saiba, através da moral, o que fazer da inteligência.
Compete à educação levar o homem para objetivos
definidos em sua vida, em que ele tome atitudes baseadas na sua plena
consciência, sabendo que não vive isolado ou apenas para
si, mas numa coletividade, numa sociedade organizada em que, se tem direitos,
possui também deveres.
A educação do caráter gera responsabilidades.
A educação moral gera seres sensibilizados, com sentimento
no coração, que irão buscar o desenvolvimento da
inteligência para o progresso comum.
A educação é, acima de tudo:
Educar é extrair
do educando tudo aquilo que ele traz em si mesmo, na forma de potência,
fazendo com que ele se revele através do que possui, exercitando
a conquista de si mesmo e do conhecimento. Para educar precisamos ter
educadores, ou seja, pessoas conscientes que sua atuação
é de orientador, estimulador, com muito amor pela tarefa da educação
e com sensibilidade para saber trabalhar as diferenças apresentadas
pelos educandos. Todo educador é um estudioso da pedagogia.
Professor, não se limite a cumprir um currículo dando
aulas dentro de uma sala de aula. Seja, acima de tudo, um educador. Preocupa-se
em ficar sempre atualizado. Respeite os estágios de desenvolvimento
psicológico do educando. Integre-se na escola e saiba porque você
educa. Para isso, procure inteirar-se da filosofia que rege o sistema
educacional, a escola e o currículo.
O Homem
O homem é um ser espiritual dotado de moral e inteligência.
Tanto a moral, ou sentimento, e a inteligência, tem sua sede na
alma, sendo o corpo físico um instrumento da alma. A moral e a
inteligência são princípios ativos que se desenvolvem
de acordo com os estímulos que a educação propicia,
considerando-se a educação formal dada pela escola e pela
família como a educação dada pela vida, porque o
ato de viver já é um ato de educação. A vida
é educação porque está plenificada numa filosofia
que supera, transcende o conhecimento humano, e onde tudo é harmonia.
Resumindo:
homem = ser integral
{ moral e inteligência } = princípios ativos desenvolvidos
pela educação.
Educação
= escola + família + vida.
A Moral
Moral é a regra da boa conduta, da distinção que
fazemos entre o que é bom e o que é ruim, para nós
e para os outros, utilizando um ensino milenar daquele que se considerava
Mestre: façamos aos outros somente o que queremos eles nos façam.
O homem moral se preocupa com o interior para melhor equacionar
o exterior. A cultura tem o valor que merece mas a conquista de virtudes
é primordial. Ele valoriza a alma antes que o corpo e percebe este
corpo como parte de si mesmo, que também deve ser cuidado enquanto
instrumento de crescimento para a alma.
A educação moral irá trabalhar com duas realidades
essenciais: o bem e o mal, o que é bom e o que é ruim na
formação do caráter. Este nosso enunciado pode levar
muitos teóricos da educação julgarem ser necessário
estabelecer o que deve ser ensinado e o que não deve ser ensinado,
mas não é isso o que estamos propondo, mesmo porque tudo
deve ser ensinado, ou melhor, tudo deve ser facultado ao educando conhecer,
ao mesmo tempo em que, exercitando suas potencialidades morais e intelectuais,
sob a orientação do educador, vai separando o joio do trigo,
entendendo o que lhe faz bem ao caráter e faz bem para o próximo
na sua conduta social.
O educando é livre para estudar, para aprender, para conhecer,
competindo ao processo da educação coordenar o ensino, levando
o educando a conquistar plena consciência de si mesmo, com liberdade.
Liberdade que é acompanhada de responsabilidade, pois a regra áurea
da moral é fazer ao próximo o que se queira também
que ele nos faça.
A educação moral promove homens de bem que tirarão
do papel a declaração dos direitos humanos, e só
esse resultado já basta para concluirmos sobre sua fundamental
importância.
Exercícios constantes, individuais e sociais, devem estimular a
compreensão das virtudes e sua incorporação pela
criança, assim como o diálogo sobre os acontecimentos sociais
que envolvem seu viver devem facultar a tomada de consciência sobre
si mesma e a opção pelo bem. Dizemos opção
porque a educação moral não pode ser imposta, ela
deve ser adquirida, interiorizada, a partir das próprias potencialidades
latentes, motivo pelo qual é uma educação de dentro
para fora. É um processo lento que pede por parte do educador o
acompanhamento individual tanto quanto possível, mas cujos resultados
desabrocham mais tarde como as flores das sementes.
Entre as virtudes, podemos destacar as seguintes:
-
consciência
dos deveres a cumprir;
-
respeito aos direitos
alheios;
-
solidariedade
para com os demais;
-
saber trabalhar
em grupo ofuscando o egoísmo;
-
utilizar a inteligência
para o progresso coletivo;
-
ser humilde, compreendendo
que mesmo o mais inteligente dos homens não sabe todas as coisas;
-
exercício
da fraternidade sem preconceitos;
-
tolerância
para com as faltas alheias porque também possuímos nossas
próprias falhas;
-
igualdade perante
a lei promovendo a justiça equilibrada;
-
espírito
de renúncia para promover a concórdia;
-
honestidade nas
relações sociais e familiares;
-
ação
constante no bem.
Processo Ensino-Aprendizagem
Nenhum processo ensino-aprendizagem é completamente válido
se desvinculado da realidade prática da vida - do ponto de vista
do uso da inteligência - e também da realidade fundamental
da vida - do ponto de vista moral.
O existir possui duas referências.
Uma, imediata, que é o viver em sociedade, de acordo com as leis
humanas e biológicas.
Outra, não menos imediata, mas num estágio superior à
primeira, nas relações morais entre os indivíduos
e sua destinação futura, no reconhecimento da dualidade
corpo-alma.
O processo ensino-aprendizagem necessita trabalhar essas duas referências
sob pena de ficar cego de uma vista, como aliás tem sido até
o momento.
Uma avaliação correta do processo ensino-aprendizagem só
pode ser feita através da implantação de uma nova
dinâmica do sistema avaliativo do educando, pois a prática
intelectual e moral depende inteiramente da capacidade do educando em
aplicar o conhecimento adquirido, e essa aquisição também
depende dos estímulos que lhe são oferecidos.
Propomos que a avaliação seja feita levando-se em conta
o rendimento escolar, abolindo-se a expressão em conceitos determinados
por provas, testes e exames. Essa nova dinâmica do sistema de avaliação
do educando no processo ensino-aprendizagem pode ser resumida através
de:
-
uma avaliação
contínua;
-
verificada através
dos aspectos formativos da inteligência e do caráter;
-
registrada em
fichas de acompanhamento individual;
-
segundo critérios
pré-estabelecidos;
-
feita tomando
como base os objetivos da escola e do plano de curso adotado;
-
expressa ao término
do ano letivo por um pronunciamento final que representará
a análise do aproveitamento escolar em termos de crescimento
potencial do educando.
Critérios
Básicos
Educação com Amor - a educação é
um ato de amor. Cada educando é uma inteligência despertando
para a vida, e mais do que isso, é uma consciência moral
que desabrocha. Essa inteligência e essa consciência precisam
de aceitação e compreensão, pois do contrário
se ressecam, tornam-se amargas, voltam-se para a rebeldia e a maldade.
Educar é amar porque a educação é a ajuda,
o amparo, o estímulo. A violência - física e moral
- contra o educando é um estímulo negativo que desperta
as suas reações inferiores. Só o amor educa, fazendo-os
crescer no bem.
Educação com Exemplo - o exemplo é uma didática
viva. Nossos exemplos exercem maior influência do que as nossas
palavras. Ensinamos o que não fazemos e queremos que os educandos
sigam nossas palavras. O psiquismo infantil é como uma janela aberta,
no lar e na escola, haurindo as influências dos indivíduos
à sua volta, dos organismos sociais e do ambiente, razão
pela qual devemos procurar integrar pais e professores na ação
educativa, pois o exemplo é a mais ampla e profunda didática
que pode ser aplicada ao educando. Pais e professores que derem bons exemplos
de conduta moral e de uso da inteligência para o bem comum estarão
perfeitamente integrados no fim supremo da educação, que
é formar o caráter, o cidadão consciente de seus
deveres e dos direitos que cabem não somente a ele, mas a todos,
igualmente. Façamos, portanto, aquilo que falamos, para que a teoria
se transforme em prática.
Educação com Experiência Própria - o
educando aprende pela experiência. Quando colocado frente a uma
situação real ou simulada, próxima à realidade;
quando o educando se vê diante de uma situação-problema
em que ele tem de encontrar a solução, então aprende
a raciocinar, a analisar, a pensar e a agir. O educando não aprende
decorando definições mas compreendendo conceitos. Pela prática
ele compreenderá a teoria e não o inverso. O processo ensino-aprendizagem
deve oferecer experiências conjugadas com a teoria, para que o educando
venha a desvendar os mistérios da vida em conjugação
harmônica com Deus, através da compreensão, da lógica,
do bom-senso e da realidade moral do viver.
O Espírito
da Educação Moral
Compreendemos o espírito da educação dentro da seguinte
proposta:
-
A educação
- na escola e na família - deve ser regida por uma filosofia
espiritualizante;
-
essa filosofia
deve basear-se na visão do ser integral;
-
o primeiro objetivo
da educação através dessa filosofia é
a formação moral do educando:
-
o segundo objetivo
da educação através dessa filosofia é
a espiritualização do educando;
-
no esforço
educacional a escola deve integrar-se com a família e a família
com a escola;
-
compreende-se
formação moral como sendo a formação do
caráter do educando, através da compreensão das
virtudes e sua prática;
-
para que se possa
plenamente fazer a formação moral, o ensino deve estar
conjugado com a realidade vivencial do educando;
-
currículo,
no espírito da educação, conjugará a formação
intelectual, fazendo com que a primeira discipline e oriente a segunda;
-
tanto quanto possível,
a escola deve refletir a família;
-
os professores
devem educar com amor, tornando-se segundos pais e mães;
-
lar deve ser compreendido
como unidade social educadora por excelência;
-
as provas e testes
devem ser abolidos e substituídos por uma avaliação
que leve em conta o progresso contínuo do educando, seu interesse
e sua vivência dos ensinos.
Não há
verdadeira educação sem que os educadores estejam conscientes
da filosofia que orienta o processo educacional.
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