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Atividades
Educacionais
Jogos
para estimulação das relações interpessoais
1. Tipos humanos
Reunir muitas revistas com gravuras representando seres humanos em diferentes
tamanhos, posições, posturas. Os educandos devem ser estimulados
a formar conjuntos com atributos comuns, percebendo a distinção
entre pessoas louras, morenas, pretas, ruivas, altas, baixas, magras,
gordas, velhas, crianças, jovens, de pé, sentadas, deitadas,
e discutir em classe o tipo físico das pessoas, suas atitudes,
desassociando estereótipos e trabalhando eventuais preconceitos.
Devem associar a postura das pessoas a possíveis atitudes e colocar
em discussão a tendência que revelamos em antecipar julgamentos.
É importante que o educador seja, em sala de aula, um mediador,
ouvindo os educandos e permitindo que alcancem suas próprias conclusões.
2. Carinhas
Desenhar círculos em folhas de papel e deixar aos educandos lápis
de cera ou canetas hidrocor. os educandos devem desenhar nos círculos
os olhos, o nariz, as orelhas e as bocas nas caras, mas fazê-lo
segundo estados de ânimo das pessoas, relatados pelo educador (por
exemplo: Luciana perdeu um amigo e está triste, como seria o rosto
de Luciana?), e muitas outras situações análogas.
O objetivo essencial da atividade é levar o educando a perceber
suas próprias emoções e poder, progressivamente,
fazer "leituras" de sentimentos em si mesmo e em outras pessoas.
3. Crachás
Os educandos devem confeccionar crachás em pedaços de cartolina
onde, além do nome e da maneira como gostariam de ser chamados,
escrevam algumas sentenças que expressem seus gostos e seus sentimentos.
Exemplo:
-
Nome...;
-
Gosto de ser
chamado de...;
-
Fico contente
sempre que...;
-
Nada me aborrece
mais que...;
-
Meu maior sonho
na vida é...
Esses crachás
devem ser usados em uma atividade pouco rotineira ou mesmo em um dia específico
e os educandos devem circular pela sala com os mesmos. Ao final é
indispensável um círculo de debates, onde cada educando
expresse sua impressão sobre a atividade e, principalmente, revele
suas descobertas. O educador não deve permitir que nas aulas seguintes
os elementos dessa atividade sejam esquecidos. Deve ser um ponto de maior
aprofundamento interpessoal dos educandos e como tal ser continuamente
explorado.
4. Sinais de trânsito
O educador deve montar um mural na sala de aula contendo o retrato de
cada um dos educandos e abaixo do mesmo seu nome. Ao lado desse mural
uma caixa com inúmeros círculos nas cores verde, amarela
e vermelha, com lixas no verso para sua fixação no mural
(caso seja revestido de feltro) ou então taxinhas para que essas
figuras geométricas sejam fixadas no mural. Os educandos devem
ser orientados a perceber seus estados de emoção e, todo
dia, ao entrar na sala escolham uma das cores da caixa para fixar embaixo
de seu nome (verde = estou ótimo, feliz, entusiasmado; amarelo
= estou com uma sensação de apatia, indiferença,
conformismo; vermelho = estou muito aborrecido, chateado, inseguro). O
educando deve Ter ampla liberdade para falar ou não de seu estado
emocional e o educador, dependendo do grau de afetividade com que se relaciona
com os educandos, pode procurálos, independentemente da cor colada
no mural, para falar desse estado de emoção. Procurar apenas
os "vermelhos" pode atrair uma atenção especial
e educandos forjarem situações para serem notados.
5. Questionário
O educador deverá aplicar um questionário para avaliar a
consciência emocional do aluno, com o objetivo de identificar os
quadros emocionais existentes na classe. Exemplos de questões (ajustando-as
ao nível etário e ao universo vocabular do educando):
-
Como reage quando
vê um amigo ou um adulto perder a calma e tornar-se agressivo?;
-
Em situações
muito tensas, quais costumam ser suas reações?;
-
Quais as circunstâncias
que o deixam inteiramente "fora de si"?;
-
Em quais situações
vive estados de medo? felicidade? tristeza? esperança?;
-
Na sua opinião,
qual a diferença entre alegria e felicidade?;
-
É capaz
de perder horas de sono por causa de alguma grande preocupação?;
-
Consegue falar
de seus sentimentos para outras pessoas? Quais pessoas?;
-
Quais fatos,
ocorridos com outras pessoas, o(a) fazem sofrer sinceramente?
-
Você se
acha uma pessoa muito querida em sua casa? E na escola?;
-
Você seria
capaz de matar um animal pequeno, sem qualquer sentimento?;
-
Sei, com clareza,
quem eu amo e sei, também com clareza, quem me ama?;
-
Como você
não sabe dizer "não", muitas vezes faz coisas
que detesta?;
-
De zero a dez,
a nota que dou para minha timidez é...;
-
Situações
que me deixam muito aborrecido são as que...;
-
Toda vez que
tenho que tomar importante decisão, sinto...;
-
Como você
se apresenta ao aceitar e manifestar carinho?;
-
Qual sua capacidade
em aceitar afirmações, mesmo negativas, sobre suas emoções?;
-
Como você
se apresenta ao pedir e ao aceitar desculpas de outras pessoas?;
-
Você é
uma pessoa que, sem ajuda, consegue encontrar motivos suficientes
para o que necessita fazer?;
-
Como você
administra uma situação muito frustrante? As respostas
devem levar à construção de um Perfil Emocional
do educando, progressivamente alterado e permanentemente analisado
pela equipe encarregada de trabalhar a educação moral.
6. Caixa de correio
Uma caixa de sapatos com uma abertura, que será a caixa de correio.
Os educandos são trabalhados para que escrevam suas queixas e seus
problemas e depositem, anonimamente, na caixa de correio. Periodicamente
o educador abre a caixa de correio e lê as queixas e os problemas
apresentados, colocando em debate eventuais propostas para solucioná-los.
É importante que a atividade se desvie de queixas de natureza material
para as de natureza emocional, propiciando um clima de mais agudo auto
e heteroconhecimento e para uma aberta discussão sobre problemas
que envolvem as relações interpessoais entre os educandos
e, eventualmente, seus educadores e funcionários da escola.
7. Rótulos
Preparar um conjunto de etiquetas gomadas para cada grupo. Essas etiquetas
devem conter, com letras bem visíveis, as palavras SOU SURDO(A)
- GRITE / SOU PODEROSO(A) - RESPEITE / SOU ENGRAÇADO(A) - RIA /
SOU SÁBIO - ADMIRE / SOU PREPOTENTE - TENHA MEDO / SOU ANTIPÁTICO(A)
- EVITE / SOU TÍMIDO(A) - AJUDE.
Formar grupos de cinco a sete educandos e sugerir que, durante 5 minutos,
discutam um tema polêmico qualquer, proposto pelo educador. Avise
que, entretanto, na testa de cada um dos integrantes do grupo será
colocada uma etiqueta (rótulo) e que o conteúdo da mesma
deve ser levado em conta nas discussões, sem que seu possuidor,
entretanto, saiba o significado. Com os rótulos na testa, os grupos
iniciam a discussão que torna-se, naturalmente, inviável.
Ao final do tempo, solicitar que os grupos exponham suas conclusões
que é, entretanto, impossível. Após essa tentativa
os alunos devem retirar a etiqueta e debater as dificuldades que os muitos
rótulos que recebemos impõem a relações mais
profundas. A estratégia permite aprofundar os problemas de comunica-ção
e relacionamento impostos pelos estereótipos e pelos preconceitos.
8. Resposta sorteada
Os educandos devem estar sentados em círculo e o educador lembra-lhes
que cada educando pode não responder a questão sorteada
ou, apenas uma vez, tentar trocá-la por outra. Iniciada a atividade,
sorteia o nome de um educando e este deve tirar uma das folhas das questões
diagnósticas e respondê-la, assim como argüições
do educador e de seus colegas e assim por diante até que todas
as questões tenham sido respondidas. Um círculo de debates
fecha a atividade com o objetivo de perceber o alcance da comunicação
e da empatia.
Exemplos de questões diagnosticas: Quem sou eu/ O que não
gosto em mim/ Meu lado melhor/ O que mais e menos admiro em outras pessoas/
O que eu mudaria em mim, se pudesse/ O que se espera de um amor/ Só
o amor dá direito a ele/ Coisas que me deixam inseguro/ Pessoas
que admiro.
9. Relatório
Os educandos recebem uma folha com a relação de 6 itens
indicativos de sua estrutura emocional. Devem responder com absoluta sinceridade
e, em aula, o educador sorteia cada um dos itens e verifica qual ou quais
entre os educan-dos gostaria(m) de falar a respeito, abrindo um espaço
para debates com todos os demais sobre essas formas de conduta. É
importante destacar que o papel do educador não é "corrigir"
as apresentações, mas ouvi-las e indagar aos participantes
opiniões e conclusões a respeito das mesmas. Alguns itens
do Relatório:
-
Sou vítima
(ou sou agente) do jogo do poder?;
-
Sinto-me (ou
não) manipulado em algumas circunstâncias?;
-
Uso (ou não)
a mentira em poucas circunstâncias?;
-
Respeito os sentimentos
dos outros (ou não) e sinto que nem sempre respeitam os meus?;
-
Sei (ou não
sei) pedir desculpas e sei (ou não sei) substituir minhas idéias
por outras superiores?;
-
Sei (ou não
sei) aceitar desculpas e "esquecer" erros em outras pessoas?
10. Leilão
Os educandos, sentados em círculo, recebem cem pequenas folhas
de papel onde estão registrados valores de R$1,00. Cada educando
receberá o equivalente a 100 Reais. São orientados a participar
de um leilão, onde pagarão valores que julgarem coerentes
para cada uma das "qualidades" que serão leiloadas pelo
educador. Os educandos sabem que serão leiloadas "de cinco
a oito" qualidades, sem saber quais são. Iniciada a atividade,
o educador, literalmente, promove um leilão das "qualidades"
que vai extraindo de uma sacola. Pode iniciar o leilão, indagando
quanto pagam por "amizade", coloca depois em leilão a
"família"; pode prosseguir colocando à venda "férias",
"automóvel", "esportes", "religião,
"amor correspondido", mudança de casa", "viajar
para o exterior" e inúmeras outras. Deve-se levar o educando
à reflexão sobre a hierarquia dos valores que considera
essenciais ou que considera supérfluos. Um círculo de debates
é indispensável para dar oportunidade de proposições
por parte dos participantes e, se julgar válido, o educador pode
sugerir outras qualidades e solicitar que os educandos distribuam seus
reais de maneira a classificá-las por sua importância pessoal.
11. Motivação
Os educandos devem estar sentados em círculo. No quadro, relação
de alguns fatores de motivação abaixo relacionados. Papel
e lápis para cada educando. Fatores de motivação:
-
É muito
interessante
-
A turma adora
-
É bem fácil
-
É uma tarefa
importante
-
Sou capaz de
fazer
-
Temo o castigo
se não fizer
-
Isso despertará
a admiração dos outros
-
Sinto que isso
me faz crescer
-
Com isso posso
ter lucro
-
A maior parte
de outras pessoas desiste.
Cada educando deve,
em uma folha de papel, sem que os colegas vejam, relacionar três
a quatro fatores de motivação que com mais freqüência
utiliza. Após relacionar esses fatores, deve discutir suas opiniões
com os colegas. Após esse debate, o grupo deve relacionar os fatores
consensualmente mais utilizados e anotá-los no quadro. O educador
desenvolve um debate, comparando as posições apresentadas
pelos diferentes grupos, verificando se existem "propostas"
e/ou "sugestões" sobre outros fatores essenciais à
automotivação.
12. Painel grupal
A atividade é desenvolvida em três etapas:
-
Os educandos
são divididos em cinco grupos e durante aproximadamente cinco
minutos buscam uma conclusão e um consenso sobre cada um dos
temas seguintes (ou eventualmente outros):
-
a) Para alcançar
a paz é essencial...;
-
b) Para que
exista lei e ordem é necessário...;
-
c) Para unir
todos em torno de um mesmo objetivo é preciso...;
-
d) Para que
toda democracia seja exercida, precisamos...; e) Somente poderemos
crescer, se...
-
Enquanto os educandos
discutem, o educador passa em cada um dos grupos e atribui a cada
componente uma letra do alfabeto de A até E (havendo mais que
cinco educandos em algum grupo, dois terão a mesma letra).
O educador desfaz os grupos originais e organiza outros, tomando por
base as letras atribuídas. Nesses novos grupos, os alunos expõem
as conclusões a que chegaram na primeira parte da atividade.
-
Abre-se um debate
geral para se chegar às conclusões e à visão
que os alunos possuem sobre os fatos discutidos.
13. Barbante
Cada educando deve ser convidado a segurar um barbante (30 cm de comprimento)
com a mão direita, ligeiramente distante do corpo, e imaginar quan-tos
nós poderia dar nesse barbante em um minuto, sem apoiá-lo
ou encostá-lo no corpo. Deve, depois, imaginar quantos nós
poderia dar, também em um minuto, segurando o barbante com a mão
esquerda. Deve anotar sua expectativa. Após essas anotações,
o educador sugere que executem a tarefa. Ao término da mesma deve
fazer um levantamento total dos nós anotados como expectativa e
o total de nós, efetivamente feitos. Em geral, há uma expressiva
diferença no conjunto de educandos quanto à expectativa
e o número real, sempre bem mais alto. Essa diferença abre
espaço para um debate sobre o auto-conhecimento e sobre a tendência
em minimizarmos nossas reais possibilidades.
14. Viagem
O educador coloca os educandos sentados, formando um círculo, e
inicia o jogo dizendo: "eu vou fazer uma viagem e levarei comigo....".
Ele escolhe sempre algo que a segunda pessoa sentada à sua esquerda
esteja usando (ex.: lápis, meia de cor tal, saia, óculos,
etc.). Em seguida pergunta ao primeiro educando à sua esquerda
se ele quer também viajar e o que vai levar nessa viagem (ele deve
falar algo que o segundo educando à sua esquerda estiver usando),
e assim por diante. Se ele errar, o educador diz que ele não poderá
viajar. Podem ser feitas várias rodadas, pois o que se deseja é
identificar o nível de percepção individual dos educandos.
Após o jogo, dialogar sobre os níveis de percepção,
a importância do raciocínio e como percebemos os outros..
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