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Contando Histórias O Doce Canto do Pássaro Kin Fu Todos os dias um pássaro
canta abrindo a manhã. Ele está no
galho de uma árvore, ou na beira de telhado, ou mesmo no peitoril
da janela. Seu canto é
doce, encantador e convida para o término do sono refazedor das
energias. Nunca vi o pássaro.
Sempre que abro os olhos ele não está mais no lugar de onde
veio seu canto. Não sei seu tamanho, nem as cores de sua plumagem.
Do pássaro conheço apenas a voz e a melodia tão suave
que enternece meu ser. Todos os meus dias
são preenchidos, em seu início, com o canto desse pássaro
misterioso, e eu abro os olhos para a natureza e agradeço sensibilizado
pelo presente que me é dado. Quem é ele?
Não importa. Importante é
o que ele faz e o que representa para minha vida. Alegra-me, inspira-me, me torna feliz e esperançoso e nada pede em troca. Apenas canta, todas
as manhãs, sempre a mesma melodia. É o encantador do meu
coração. Com o pássaro
aprendi a amar sem pedir recompensa. Com o pássaro aprendi a ajudar
sem esperar gratidão. Com o pássaro aprendi a ver o belo
ao meu redor, com sol ou chuva. O pássaro que canta a doce melodia
é meu mestre invisível. Todos os dias aguardo
ansioso o sono que me convida ao repouso, pois sei que, pela manhã
do dia seguinte, ele ali estará, mais uma vez, para me convidar
a aprender um pouco mais com seu canto inconfundível. Canta, meu doce pássaro. Canta, que serei sempre teu ouvinte. |
Análise&Crítica |