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Contando Histórias A Árvore da Vida Kin Fu Linda e perfumosa árvore, onde estão teus galhos que até ontem emolduravam minha visão? "Não os tenho mais. As mãos dos homens cortaram-me para sempre". E os pássaros que se aninhavam entre tuas ramagens, onde estão? "Ó meu amigo, não ouvirei mais o trinado dos lindos passarinhos, que agora procuram outras paragens para seus cantos glorificando a vida". Pelo que entendo, falecem tuas forças para reviver? "Sim, é verdade. A seiva que me nutre nada mais pode fazer. Morro, violentada pela ação indiscriminada do homem". E o que disse o homem que te feriu mortalmente? Que razões alegou para te sacrificar? "Disse-me que varrer diariamente minhas folhagens caídas no chão era-lhe penoso sacrifício, e que, podando-me, não mais teria trabalho comigo". Insensatez! Perdeu o homem a tua sombra, os teus frutos, as tuas flores e toda a vida que girava em torno de ti. Terá agora somente aridez, secura. Quando compreenderá que a vida que a natureza lhe oferta é o mais sagrado de tudo? "Não sei te dizer quando isso acontecerá. Talvez, com minha morte, um dia ele se recorde como era bom ter uma sobra refrescante. Como era bom ouvir os pássaros. Como era bom comer frutos frescos". E assim a árvore da vida morreu. E assim os homens vão morrendo, porque insistem em ser insensatos, matando a natureza que lhes dá o próprio sustento da vida.
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Análise&Crítica |