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Artigo
14/07/2008

Vivemos o Auge do Capitalismo, e a Educação?

Ronaldo Gomes

Quantos acontecimentos vivenciamos no Brasil, por conta da violência galopante, eles destróem lares, escolas e a sociedade.

A causa é o egoísmo avassalador que esta mesma sociedade campeia, fundamentalmente na educação puramente cognitiva, desprezando aspectos reais da educação do ser integral.

Educação baseada no puro saber, sem levar em sua proposta pedagógica aspectos reais do desenvolvimento humano e suas implicações afetivas, morais, etc.

Os pais devem se preocupar, e também as escolas, com a formação dos seus filhos que já sabem ler, escrever, desenvolvidos na matemática, intelectualmente bem apresentados, mas preparados apenas para o mercado de trabalho e a corrida do ouro.

Vivemos no auge do capitalismo. Não há limites, os economistas, os governos, colocam-nos como cifras, meros números em suas estatísticas, sem o devido respeito humanitário. Nada representamos, a não ser as porcentagens somadas, para os seus ganhos.

São homens educados por escolas de renomados professores, estudiosos dos novos tempos, onde, o que importa, são os valores que podemos representar para encherem os cofres, dão-nos o trabalho escravo, de forma mesclada, clamada de educação tecnicista.

Qual afinal o papel da escola, da família? Qual a função dos professores, dos pais? Qual a função dos governos, da sociedade?

Não é cabível criança e adolescente mendigando, implorando um pedaço de pão, cheirando cola, ou adultos na mesma situação. Guerras de palavras, hipocrisia, despotismo, indiferença, descaso, e a continuação da escalada da violência, parecendo sem fim.

A humanidade está carente de solidariedade, de fraternidade, de educação, de amor. Educação que promova o ser integral, sem distinção, para ações humanitárias, sociais, culturais, econômicas, com fins de uma globalização efetivamente humana e promissora na construção da paz entre os povos e respeito mútuo.

Porém, sem uma filosofia educacional sistêmica, pedagogicamente humana, transformadora, onde educadores, pais, gestores, sociedade, façam valer sua participação, trabalhando, não só o conhecimento, o cognitivo, mas a moral, o caráter, os valores e sentimentos, resgatando o verdadeiro sentido de educar: instrução e amor.

Basta de hipocrisia, despotismo. Educar é prevenir, com ações práticas de cidadania, na educação transformadora de homens e não máquinas.

Enquanto houver um ser humano subjugado, sofrendo, estaremos na luta, sem armas, mas com livros, ações, sentimentos, educação, na reconstrução dos nossos valores éticos e morais.

Eduquemo-nos!

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