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Artigo Todo Dia Levava Meus Filhos à Escola Ronaldo
Gomes Todo dia levo meus filhos à escola,e observo, no portão de entrada, como ficam as crianças e os responsáveis que os conduzem. As crianças brincam no parque, ou na quadra ao lado, enquanto não soa o sinal de aviso da entrada. Os responsáveis ficam conversando sobre política, novela, futebol, na maioria das vezes sobre as ocorrências dos filhos na escola, cobranças dos professores em relação aos filhos. A cobrança dos pais é se o filho está lendo, copiando, fazendo os deveres e se há os deveres de casa. Estas conversas paralelas são antigas, sempre houve. Poderia ser diferente se a escola acompanhasse de fato as reclamações ou reivindicações dos pais, dos representantes de turma, das crianças, da comunidade, dos professores e funcionários. A escola precisa realizar um trabalho de participação permanente, dialógica, presencial, com criticidade, contínua, reuniões dinâmicas, não para lavar roupa suja, porém e fundamentalmente, trocar experiências, vivências, posturas, disciplina, participação, melhoramentos, intercâmbios, trabalhar as situações, as opções, as conseqüências, solução e avaliação. A corrida do dia-a-dia tem nos feito mal, isso em razão de não termos tempo para avaliarmos nossa vida, diagnosticando nossa conduta se está correta. Em não agirmos devidamente, ficamos à mercê de nossa própria sorte, nas reclamações, discussões descabidas, fofocas no portão da escola etc. Não basta reclamarmos, temos de fazer nosso dever de casa, que se principia em nós mesmos, no lar, na comunidade. Antes de transformar a escola e o outro, temos a obrigação de nos transformar, aliás, ninguém transforma o outro, nossa responsabilidade é de conduzir, ser o facilitador do processo educacional, e o que estamos fazendo? Ficamos na mesmice, empurrando, jogando, transferindo responsabilidades, que são nossas e intransferíveis. Urge o tempo de despertarmos para nossa real necessidade na educação: Moralizar. A moralização é fato, está em nós, afinal somos seres humanos, porém o que temos vivenciado é justamente a desumanidade, o desamor, a imoralidade e a perca de nossas referências humanas de sentimento e de civilização. A família e a escola são os únicos instrumentos que devem nortear o caminho de volta à educação moral do ser integral. É um trabalho árduo, mas profícuo, que vai além de nossas forças, isso porque temos de reconstruir nossos valores humanos com dignidade e respeito mútuo. Nossas crianças e adolescentes carecem de bons exemplos, estímulos, orientações dignas e moralizantes. Nós, educadores, temos o dever de nos reportarmos às nossas origens, ainda há tempo de revermos e retomarmos nossos caminhos da moral, do amor, do sentimento, dos valores humanos, da vida. Todo dia levo meus filhos à escola, explicando as razões da importância de estudarmos, fixando o olhar para o futuro, dando ênfase na educação moral e na troca de experiências de gerações, na vivência um com o outro, mesmo que errando, na preparação de nossa vida como seres humanos e os valores. Devemos criar hábitos de humanidade, afinal somos seres humanos. Resgatar a importância de constituirmos uma família e irmos à escola. Todo dia levava meus filhos à escola... Hoje, na velhice, eles me levam para caminhar, me conduzem ao mesmo parque, a quadra da mesma escola, e os responsáveis conversando na porta da escola...Um breve sorriso, com lágrima na face. Eduquemo-nos! Para ler todos os artigos de Ronaldo Gomes clique aqui. |
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