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Artigo
07/04/2008

Educar o Outro é Simplesmente Educar-se

Ronaldo Gomes

A importância de estudar, aprender a ler, desenvolver hábitos da escrita, da fala, postura, conduta, devem ser aplicadas diariamente, seja na escola ou na família, sem imposições, cobranças descabidas e autoritarismo.

É preciso que se faça uma reavaliação dos métodos que ao longo dos tempos permeiam-se no ensino.

A criança, o adolescente, o idoso, necessitam saber, conhecer, aprender e reaprender, porém, sem a deturpação e os equívocos das metodologias de ensino que vem sendo aplicadas.

Não há como negar a deformação que estamos vivenciando na formação do caráter, sobretudo no desenvolvimento evolutivo de nossas crianças nas fases iniciais de sua vida escolar, sem respeitar o processo do desenvolvimento cognitivo e afetivo, sair da infância à adolescência e à maturidade.

Pais e professores despreparados, seguindo modelos de educação, impondo aos seus filhos conteúdos, como se estes fossem meros depósitos de informação, negligenciando aspectos reais dos valores humanos, moral, ética e sentimento.

Desenvolver apenas o cognitivo não é o único caminho, mas é justamente o que teimamos e firmamos nossa educação: Simplesmente instruir.

Urgentemente precisamos criar fóruns de debates, seminários, palestras, com a participação de toda sociedade, não apenas os envolvidos diretamente com a educação, porém, fica uma indagação: há como separar algum ser humano que não esteja envolvido com a educação?

A ausência do estado se faz notória em nossos dias, porém, mais ainda, a ausência da sociedade, que teima em dar continuidade à politicagem, às deformações educacionais, impositivas, através de leis elaboradas por interesses das falsas ideologias, que buscam o poder, a dominação das massas. E quem são estes que estão no governo, homens ou máquinas?

Na família e na escola estão as ferramentas necessárias para impulsionarmos a educação moral, na qual a humanidade está, afetivamente, carente, sem rumo, perdida em sua referência de humanidade, do ser integral.

Essas ferramentas estão no próprio ser humano. Esteja ele onde estiver, estará sempre envolto com a educação, sua vida, história, cultura, o social e o econômico.

O ser humano jamais será substituído por máquinas, ao contrário, estas são desenvolvidas por nós, porém frias, sem sentimentos, sem afetividade, seguindo o seu criador: o homem. De que homem estamos falando? Frio, calculista, egoísta?

A importância de estudar é fundamental, só isso não basta, se faz necessário aplicarmos a educação moral na família, na escola, na sociedade, respeitando o processo ensino-aprendizagem, como troca de experiências, mais que isso, estarmos cônscios de nossas obrigações para com o semelhante, afinal tudo recairá sobre nós mesmos?

Nada substituirá o amor, o sentimento humano, nem tão pouco, o sorriso, as lágrimas, o carinho, a ternura, que só nós, seres humanos, podemos sentir, desejar, correr, brincar e perdoar. Educar o outro é simplesmente educar-se.

Eduquemo-nos!

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