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Artigo
11/02/2008

Educação, Lágrimas e Vazio - Parte 1

Ronaldo Gomes
rgomes@educacaomoral.org

Não há como conter as lágrimas, o pranto, em verificarmos como caminha a humanidade, no vazio em que nos encontramos educacionalmente, no que tange a educação moral, do sentimento, do caráter, dos valores e da vida em si.

Guerra, egoísmo, homens se destruindo por ambição, pela corrida do ouro, desatinos, indiferença, homens que não dormem, criam estratégias para a derrota dos outros e criações de perversidades, de autodestruições em massa.

O prazer em estudar, ir à escola, aprender, ensinar. Não há fundamento, lógica, razão plausível que possa retratar o verdadeiro sentido da educação sem amor, pelo menos na prática podemos observar que a educação é direcionada pura e simplesmente para a instrução arquitetada, direcionada para fins exclusivamente materialistas com fins pré-estabelecidos.

A criança, o professor, a família, vivenciam a educação corrida, mesclada, seguindo interesses para evolução forjada do ensino, sem contagiar o ser humano, dar espaços de criticidade, de vivências, de humanização, de sentimento, afetividade.

A cada dia observamos o vazio no processo educacional. Que seres humanos estamos formando? A escola é composta de seres humanos, que trazem em si bagagens de conhecimentos para porem em prática através do ensinar, instruir.

Os pais por sua vez, devem priorizar a educação dos filhos na construção dos valores humanos, sua importância no mundo e seu verdadeiro papel na sociedade, e quais são?

Basta sairmos às ruas, ligarmos a televisão, o rádio, ler jornais, ou mesmo no trabalho, dentro de casa, os conflitos são claros. Como resolver estes conflitos, estes desgastes emocionais?

Qual educação estamos aplicando? Mero instruir? Desenvolver apenas o intelecto?

Será desgastante, repetitivo, continuarmos dando ênfase a esses aspectos?

A educação deve ou não promover o ser humano em suas potencialidades ou apenas desenvolvê-las? E quem é o responsável?

Utopia? Que estrada caminha a humanidade, no puro saber, no simples ensinar?

Eduquemo-nos!

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