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Artigo
28/01/2008

Não Basta a Instrução

Ronaldo Gomes
rgomes@educacaomoral.org

Após o carnaval iniciará o ano letivo escolar, as crianças, os jovens, os adultos, os professores, as escolas, as universidades, estarão envolvidos na correria diária, trânsito, atrasos, uma corrida muitas vezes desleal, onde uns tem melhor veículo para sua locomoção, outros andam quilômetros a pé acordando de madrugada, sem mesmo ter sala de aula, uma escola, aprendendo em baixo de um árvore. O descaso continua, e os seres humanos revivendo o mesmo pesadelo educacional.

A firmeza educacional será promissora quando fundamentarmos a educação do homem pelo homem em sua moral, caráter, valores e sentimentos humanos, à vida e o amor.

Não basta o ensino puro e simplista da instrução que segue interesses ideológicos do poder vigente de cada época. Os governantes sabem disso, porém, por conta das facilidades puramente materialistas, direcionam a educação para fins de manipulação das massas.

Urge a esperança, o tempo da transformação educacional, que resgate todo o verdadeiro papel da educação: Despertar, Sensibilizar e Conscientizar.

No dizer de Celéstin Freinet: "Lutar pelo advento de uma sociedade na qual a criança possa desenvolver-se integralmente, o mais humana e harmoniosamente possível, criar o clima favorável ao seu desabrochar, que desejamos e preparamos, é um dos primeiros deveres pedagógicos".

Nós, educadores. devemos ser os facilitadores do processo ensino-aprendizagem, sem mesclar, falsear, porém, termos a responsabilidade de assumirmos as conseqüências de uma sociedade indiferente, materialista e egoísta, afinal que homens estamos formando e transformando? Façamos nossa reavaliação até hoje.

O que muda em nossa postura em sala de aula? Estamos ensinando ou instruindo? Isso basta? Somos ou estamos professores? Estamos formando homens ou máquinas?

Façamos nosso dever de casa, ainda podemos realizar muito, reconduzindo-nos à verdadeira educação que transforma, liberta, desenvolvendo a criticidade e as potencialidades do ser integral.

Que assim, após o carnaval, possamos ir desenvolvendo nas crianças o senso moral, o seu desenvolvimento interior na construção plena do homem pelo homem, não por imposição, subjugação ou escravizando-os, mas na busca constante e aplicabilidade da educação moral do ser integral, na família, escola, em toda sociedade.

Eduquemo-nos!

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