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Artigo Educação é Mais que Vintém - 1ª parte Ronaldo
Gomes Nós educadores devemos arregaçar as mangas, levantar a fronte e lutar contra nossas mazelas e frustrações, se permitindo, na revisão de nossos conceitos, re-avaliando nosso diploma, reconstruindo os valores éticos, morais, espirituais, humanos da formação do caráter, primeiro em nós, interiorizando, levando nosso aprendizado aos educandos de forma clara, objetivando a interdisciplinaridade no ensino-aprendizagem, sem mascarar a realidade da vida cultural, social, econômica, histórica e política, seja da criança, do jovem e do adulto. Não se trata de nos colocarmos como culpados de todas as coisas, mesmo porque também tivemos a educação que visasse tão somente a reprodução, a perpetuação de modelos educacionais meramente materialistas e de controle social vigentes de cada época, o que ainda verificamos até os dias de hoje, entretanto, se nos propusermos e tivermos o comprometimento de levantarmos a bandeira da educação moral no ensino básico e superior, de forma a resgatarmos os valores humanos, de forma prática e contínua em sala de aula, diagnosticando as necessidades diárias, na reformulação de nossa conduta pessoal e coletiva, na troca das experiências e vivências entre educador e educando, daremos passos significativos em prol de uma sociedade mais dignificada, com justiça social, humana, espiritualizada. Já se discute muito em todas as áreas da educação a moral, sem uma praticidade efetiva, ficando apenas no verbalismo, sem uma ação que nos faça sair deste marasmo educacional, sem incentivos, motivações de transformações morais, por conta de nós educadores estarmos cansados, estressados, sem rumo, sem caminhos, sem condições financeiras, sem amparo e incentivo do governo. A educação é ainda dualista, fortemente alicerçada pelas políticas das falsas ideologias, que visam o domínio das classes para predominarem em suas manobras, direcionando o povo para fins já preestabelecidos. Parece repetitiva toda esta questão, mas estaremos sempre abordando de forma clara, sem rodeios, nossa responsabilidade como educador de abrir mentes, elevar o moral, ensinar, aprender e, mais que isso, sermos o facilitador deste processo, numa visão educacional primaz do homem moralmente humano e de caráter. Não há como ficarmos apenas nos jogos de palavras sobre a educação. É relevante para o nosso despertar, a tomada de posição e conscientização como frutos do interior de cada educador, para que possamos não criar desculpas, de que nunca soubemos ou não ouvimos falar destes aspectos, mas que no fundo tomamos nossas posições a favor, e fazemos nossa escolha, por conta simplesmente do descumprimento e até mesmo covardia. E por vezes ainda dizemos: "Uma andorinha só não faz verão". "Não sou Jesus Cristo". Contudo afirmo: Mas muitas andorinhas num fio balançam e podem até arrebentá-lo. Jesus mesmo nos disse: "Vós sós deuses, o que faço podeis fazer". Nossos filhos, amigos, pais, educandos, meu Deus! Acreditam em nós, em nossas palavras de ensino, de firmeza. Claro que não desejamos ser referência, mas pelo menos devemos ser o facilitador do processo ensino-aprendizagem de forma transparente, com todas as nossas fraquezas, mesmo porque não somos de outro planeta, porém, cônscio da responsabilidade que abraçamos quando nos formamos em educadores, até porque tínhamos um ideal de amor às crianças, ao ser humano. Tínhamos ou nunca tivemos? Ilusão ou utopia? Sabíamos dos desafios? Eduquemo-nos. Para ler todos os artigos de Ronaldo Gomes clique aqui. |
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