CAPACITAÇÃO
Curso Presencial
Curso a Distância
Formação Continuada
NA ESCOLA
Seminários
Oficinas de Vivências
Palestras
Assessoria Pedagógica
IBEM
Quem Somos
Projeto Educação Moral
Clube Amigos do IBEM
Parceiro-Educador
Pestalozzi
Campanha Amar e Educar
Agenda
Central de Atendimento
Ibem on Line
Livros
Arquivos
Ações do IBEM
Cadastro
EDUCAÇÃO
Educação Moral
Pedagogia da Sensibilidade
Escola do Sentimento
Família
Experiências Que Dão Certo
Contando Histórias
Aprendendo Educar
Pensando a Educação
Atividades Educacionais
Links
Notícias Educacionais
Entrevistas
Artigos
Interatividade
Os Educadores
REALIZAÇÕES
Revista ReConstruir
Vivendo Sempre em Paz
Educação no 3º Milênio
SOS Professor
SITE
Primeira Página
   

Artigo
17/09/2007

A Educação é o Que Dela Determinamos

Ronaldo Gomes
rgomes@educacaomoral.org

13/09/2007
- Você vai ver seu covarde, seu...(palavrões).
- Seu pivete, sai fora ou vai levar outra...
A criança, com seus nove anos aproximadamente, e com o rosto sangrando (chorando muito, soluçando):
- Vou invadir essa loja, vou falar com meu “padrinho”, ele é dono do pedaço, você vai ver.

Quem é esta criança, onde está sua família, ou melhor, quem é sua família? Lágrimas descem a face, olhando fixo na cena, como outras que já presenciei. Normal, todos passando aterrorizados, comentários vários, uns culpando a sociedade, outros o governo, os pais, os familiares; alguns dando solução como “matar é melhor para sociedade, antes que cresça e faça pior”, “esse não tem mais solução, só matando, nem mesmo prender adianta mais”.

14/09/2007
“Ensino, violência e greve levam brasileiros a trocar escola pública pela particular. Entre 2005 e 2006, mais de 311 mil alunos deixaram a rede pública de ensino, apontou pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) Procurados pela reportagem, nem a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, nem o Ministério da Educação e Cultura comentaram os dados da pesquisa do IBGE.”

E as particulares, são excelentes em que nível de ensino? Quem pode pagar?

Qual ser humano desejamos ou estamos preparando para a vida? Mero reprodutor, robotizado, ou homem crítico?

A indiferença é o instrumento que tem feito de nós homens frios, calculistas, sem preocupação com o semelhante.

A educação é dualista, discutindo-se tudo, leis determinantes em esferas que atinja somente o povo, a massa desfavorecida e, sobretudo, os que já nem sabem o que é educação, mesmo porque não tiveram “tempo”, motivação, estimulo, família desestruturada, fome, desemprego, necessidade de trabalhar cedo para poder ajudar a família. Que família, qual família? O que é ter uma família?

A prevenção é fundamental na vida, mas o que presenciamos são ações paliativas de políticas que apenas favorecem uma parte da sociedade, a qual determina e direciona tudo e todos para satisfazer seus caprichos ideológicos de poder e soberania.

Hoje sofremos por conta justamente do descaso de ações sem nenhum contexto social, cultural, econômico, político e educacional direcionado para a construção, desenvolvimento, transformação, respeito ao ser humano, sua formação ética, moral, de valores humanos e caráter.

Podemos observar, na área educacional, sempre existem os fatores politiqueiros dos déspotas e hipócritas, que direcionam a educação, mesclando, falseando os reais sentidos da verdadeira educação do homem em construção para com o seu semelhante, porém o que verificamos são ações puramente escravistas, dominadoras e de lavagem cerebral.

A violência é gerada por várias razões, e a principal é negligenciarmos, como sempre fazemos, a educação básica de nossas crianças, largadas ao vento, ao léu, no tempo, sem direção, sem sua permanência na escola, até mesmo dificultando em muito o acesso à escola.

A sociedade precisa despertar, sensibilizar-se e conscientizar-se da sua responsabilidade, sua realidade, e de uma vez por todas abrir os olhos, o coração, reflorir com amor o futuro, com ações humanas, entre elas: educação de valores éticos, morais, formação do caráter e reconstrução dos valores humanos, não bastando apenas o saber e o puro instruir; se faz necessário o afeto no ensino-apredizado, a contextualização na formação de homens críticos, voltados para o semelhante e criativos.

Façamos nosso dever de casa, ou continuaremos por muitos milênios exterminando o próprio semelhante, excluindo, marginalizando, escravizando, indiferentes, fomentando guerras, fome, miséria, monopolizando, fazendo a “caridade”, concentração de renda e do poder, e assim no futuro, tentaremos, como ontem e hoje ainda o fazemos, buscar soluções, que na mais pura verdade já existem, sempre existiram, mas que não desejamos perder nosso monopólio de poder e domínio das massas, e continuando com a educação dualista.

O sangue continuará a descer em muitas outras faces de crianças pelo mundo. A evasão continuará nas escolas. A miséria, as desigualdades, falta de recursos - não existem, são criadas, por conta da centralização das rendas e do abuso de poder.

A escola e a família devem estar juntas nesta reconstrução de valores humanos, porque ambas são as responsáveis e formadoras de homens.

Podemos ostentar muito saber, mas se este saber não é humano, espiritualizado, afetivo, com valores éticos e morais, veremos em breve o extermínio da humanidade em mãos de homens frios, alienados. Basta lermos os jornais, ver as reportagens e o clamor da natureza pedindo simplesmente socorro.

Se a educação não é a solução, porque insistimos em utilizar a educação para formação de soldados, engenheiros, médicos, grandes lideres, cientistas, para a guerra e o extermínio?

A educação é o que dela determinamos, e desejamos realizar, certo ou errado.

Educação é amor, vida, transformação.

- Você vai ver seu covarde, seu...

Eduquemo-nos.

Para ler todos os artigos de Ronaldo Gomes clique aqui.


Eventos Duque de Caxias


Assessoria

Análise&Crítica
Blog