|
|
||
|
Artigo Educar é Aprender Um com o Outro Ronaldo
Gomes "Ninguém sabe tudo, ninguém ignora tudo! Todos sabemos alguma coisa; todos ignoramos alguma coisa, por isso aprendemos sempre" (Paulo Freire). A escola não deve negligenciar o conhecimento que a criança já traz de sua vida familiar e social. Fugir deste contexto é não ter compromisso com a educação, a cultura, o respeito como ser humano. Todos nós educadores devemos saber, efetivamente, respeitar e ter a visão de mundo de seus educandos. Em sala de aula a construção é mútua entre ambos, o ensino-aprendizado é uma constante troca de experiências, e o educador é o facilitador deste processo no ensino. Não basta assim dar somente os conhecimentos e a instrução, necessário se faz, e bem emergencial, olharmos o outro como igual e darmos os devido ensino de forma clara e objetiva, sem macular e ferir as realidades de vida ali presentes. Cada um tem seu mundo, sua história, suas convicções. O verdadeiro educador prima pela postura, pelo carinho, amor e presteza aos seus educandos, sem ferir suscetibilidades, sem jogar ensino, mas procura ser o facilitador deste processo, na construção dos valores humanos, no resgate da moral, da ética e da vida, nosso maior bem. Paulo Freire já antevia todos estes acontecimentos em sua frase, deixa claro que o homem precisa conviver com o homem e para o próprio homem, sem falsear o sentimento, sem sobrepor-se ao semelhante e humilhar-lhe. Deixa claro que ninguém sabe tudo, sendo assim, trocamos informações e experiências. Não há como ficar em cima do muro, precisamos agir com determinação, mas sem violência, sem prepotência, sem nos vangloriar ou menosprezar os que, assim, passam pela sala de aula para aprender e serem motivados a prosseguirem. Somos nós os responsáveis por nossa postura e condução, no que ensinamos. A sala de aula é para ser o laboratório do aprender e ensinar, a construção constante de informações, sobretudo, de formar um cidadão consciente de suas prerrogativas de ir e vir. Se assim desejamos um mundo melhor, devemos estar cientes de nossa missão como mediador deste processo ensino-aprendizado, e jamais menosprezar nossos educandos, porque assim por certo estaremos fadados a calamidades que hoje já presenciamos na sociedade, e da qual reclamamos como se não tivéssemos nenhuma parcela de culpa. Não somos e nunca seremos a tábua de salvação, porém e com muita convicção, somos os condutores, os formadores de caráter, os reconstrutores dos valores humanos, da ética e da moral, e sem sombra de dúvida, quantos educandos se espelham em nós, pela conduta e pelo amor que dedicamos nossas vidas para sua formação e instrução, que ficam gratos pelo resto de suas vidas por nossa total dedicação, a qual não há preço que pague por uma, duas, sejam quantas vidas forem, pela felicidade de estarem formados, e por muitas vezes apenas lendo uma frase. Seja médico, advogado, político, general, soldado, enfermeiro, atendente, servente, até mesmo o professor, todo ser humano, todos passam pela educação, e esta será sempre nossa bandeira para a transformação do ser integral. Unamo-nos em prol desta causa, não esquecendo de que o ser humano precisa viver em sociedade e só através da educação moral do homem reconstruiremos a civilização. Respeitar os mais velhos, ensinar os jovens, cooperar com o grupo, divertir-se quando puder, repartir nossas afeições, amar o que fazemos e olhar o outro como nós mesmos, é sem sombra de dúvida preparar o amanhã promissor, para nossa velhice, e vermos nossos filhos e educandos dando continuidade para um mundo mais humano e com mais amor. Façamos nosso dever de casa. Eduquemo-nos. Para ler todos os artigos de Ronaldo Gomes clique aqui. |
Análise&Crítica |