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Artigo
13/09/2010

Hoje Mais Que Nunca: Educação

Ronaldo Gomes


Nunca haverá a última palavra em educação, jamais será dada outra terminologia que não seja educar o ser humano no resgate dos seus valores, sua moral, seu caráter e sua espiritualização.

Chega de descaracterizar a educação como tem sido feito, até os dias de hoje, em todas as épocas da humanidade por homens sábios, porém, sem moral, sem amor, que determinam a educação a seu bel prazer, para fins de dominação, colocando a família e a escola como meros reprodutores de suas conquistas egoístas e de dominação das mentes.

Nós educadores precisamos de uma vez por todas não nos acomodarmos, sermos marionetes e cúmplices desse jogo do poder, que determina como deve ser a educação.

Nossa hombridade, responsabilidade e conduta perante os que esperam, e se espelham em nós, se perdem nos séculos da ignorância que inflamamos, na concepção bancária  da educação, não exigindo a consciência crítica do educador e do educando, assim como o conhecimento, fica a mercê desses déspotas do poder, que manipulam a educação.

Continuamos a vivenciar o aumento da violência, a desestrutura familiar, a falta de condição de vida, pobreza, indiferenças, desigualdades. A escola continua a receber alunos com problemas de vária ordem, entre elas: financeiros, afetivos, culturas, sociais, políticos etc. Outros apresentando as dificuldades de aprendizagem, e muitos sem se importar com que estão estudando. O desinteresse dos conteúdos é alarmante.

Pais que culpam a escola e a escola que culpa os pais pela educação dos educandos, ambos se isentando de responsabilidades, como se fossem de outro planeta,  e os educandos servindo de bola da vez, indo e vindo para todos os lados , ou seja, vão para psicólogos, fonoaudiólogos, psiquiatras, ou até mesmo conselho tutelar.

Educadores que buscam dar respostas à sociedade, mas esta não os apoiam, e quando isso acontece, vem logo a cobrança de resultados imediatos.

Precisamos de uma nova educação?  O que fazer? Qual o caminho? Qual a solução? Existe solução?

Não é fácil porque esbarramos em nós mesmos, seres humanos que não aceitamos transformações, ou melhor dizendo, praticar o que a educação de fato nos solicita: educação libertadora, transformadora, amor, moral etc.

A práxis educativa tem sido sempre em prol de uma ordem mundial, que as dita, determinando o caminho. Podemos quebrar esse paradigma, com ações efetivamente educacionais de âmbito humano aplicadas de homens para homens, na educação que transforme e liberta o ser humano do seu próprio jugo.

Há que se realizar uma ampla discussão, aberta, sem rodeios, levantando o que de fato estamos até os dias de hoje realizando com a educação, ou seja, a desmistificação.

A relação com a natureza fez com que o homem começasse a construir culturas, que são por sua vez, a construção da ação do homem e mulher sobre a natureza de todos os tempos, até os dias de hoje, que nasceram de nossas ações, vontades. Sempre houve este espírito de sociedade e educação em todas as épocas da humanidade, porém sempre distorcida, por que os homens que tinham uma visão um pouco mais a frente de seu tempo se aproveitavam para satisfazer suas ambições, e assim a educação era, como é nos dias de hoje, levada para fins de dominação.

Vejam a antiga Grécia e Roma, estudem e verão o que sempre vem acontecendo, ou seja, democracia da minoria sempre ligada a uma ideologia, que fica assim responsável em dar seguimento aos interesses egoisticos, até uma nova ideologia a ser seguida com seus moldes.

Hoje mais que nunca a educação precisa ser levada com sua prerrogativa de educar o ser humano, porém, nós educadores, pais, e professores, precisamos estar cônscios de nossas responsabilidades, educarmo-nos, sensibilizarmo-nos, despertamo-nos, e conscientizarmo-nos, que devemos trabalhar em prol da educação transformadora e libertadora, que visa o ser humano integral, na conquista dos valores, sua formação e afetividade, que passa por nós mesmos em nossa conduta e ações de aplicabilidade no dia a dia.

No lar ou na escola, sejamos os facilitadores do processo educativo, com afetividade, exemplos e com muita interatividade, diálogo, troca de experiências, leituras didáticas, usando as novas tecnologias com linhas de raciocínio e, sobretudo com aspectos afetivos e morais de ensino da vida com seu semelhante, e com as devidas abordagens de vida de seus educando, sua rotina de vida, filmes educativos etc.

A escola e a família devem trabalhar juntas, assim como a comunidade deve estar inserida nas tarefas da escola, é um trabalho árduo, porém profícuo.

Alguns temas propostos: drogas, poluição, informações, sexo, desigualdades sociais, conflitos etc.

A escola é um espaço de seres vivos, nós, ou ainda há alguma dúvida nisso?

Assim, estamos inseridos nesse processo educativo: Direção, coordenação, docência, administração, vigilância, limpeza, porteiro etc. Estamos nesse espaço de convivência, e espaço educacional, que deve ser o objetivo a ser alcançado por todos.

Família e escola são geradas por nós, seres humanos, e por vezes esquecemo isso.

A participação de todos é fundamental, sem a qual nada conseguiremos. Chega de culpas, é hora de erguermos as mãos em prol da educação que desenvolve a autonomia, a libertação e a critica, a todos sem distinção, numa reconstrução dos valores humanos, mais amor, na sua aplicação diária uns com os outros.

Eduquemo-nos!

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