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Artigo
19/07/2010

Sem Compromisso com a Educação Não Há Formação do Caráter

Ronaldo Gomes

A construção do ato de formar cidadãos críticos e autônomos ainda está longe de ser uma realidade. A humanidade caminha a passos tenebrosos apesar de muitos avanços tecnológicos, no entanto, ficando à mercê do egoísmo e no mando e desmando do poder econômico que dita as ordens, não só da economia mundial, mas de toda estrutura política social e educacional.

As orientações para todos os governos do mundo são ditadas por esse bloco econômico que escraviza o povo de cada país, levando-os a ficarem reféns de suas ideologias.

Nada escapa às suas garras imperialistas porque sabem usar da sutileza, e são sagazes, perspicazes, tendo como arma primordial a Educação.

É na Educação, que usam os mecanismos e instrumentos de manipulação, direcionamento, escravização, alienação, atrofiação, inserem suas ideologias míticas, mantendo sempre suas vontades de dominação, acomodando o ser humano nas suas rédeas, não admitindo contestações.

Nós professores somos responsáveis porque podemos realizar a transformação nos transformando, conscientizando-nos, sensibilizando-nos, despertando-nos, de nossa conduta na condução do processo ensino-aprendizagem, construindo e reconstruindo os valores humanos, não apenas como simples professores, meros reprodutores desse bloco econômico, mas sermos de fato verdadeiros educadores.

Em sala de aula, estamos levando informações, assim como também desempenhando a formação do caráter de nossos educandos.

Precisamos ser cônscios de que somos os artífices dessa construção nas mentes dos educandos, até porque, eles passam desde tenra idade por nossa responsabilidade, do ensino básico ao superior.

Estamos à frente de trabalhos educativos em creches, escolas infantis, fundamentais, médias e superiores. Ao reclamarmos dos políticos, médicos, engenheiros, professores, enfim, de todos os profissionais, seja em que área de atuação esteja inserido, é porque fomos nós os principais norteadores na deformação do caráter, em todos, sem exceção.

Nossos antecessores, e os destes, seguiram modelos tradicionais que hoje são repetidos, claro que de maneira mais sutil, porém sem perder a força das rédeas que o poder oculto do bloco imperialista mundial mantém.

Façamos uma análise voltando ao passado de nossa formação, com nossos professores, reflitamos os prós e os contras, que nos marcaram positivamente ou negativamente.

E hoje, como estamos aplicando o que aprendemos, somos diferentes deles em nossa frente de trabalho na sala de aula, e como tem sido nossa conduta perante nossos educandos?

Como são tratadas nossas crianças em uma creche, nossos adolescentes e jovens na escola, na faculdade? Será que fatos que acontecem nesses momentos impares da vida escolar de todos nós, não nos marcam para o resto de nossa existência?

"Não se pode falar de educação sem amor" ( Paulo Freire ).

E esse amor se principia na família, é nesse momento que começa nossa educação com amor. Nossos primeiros educadores são os pais, os familiares, e coadjuvando-se a estes, os nossos professores.

O que somos hoje, professores ou educadores? Há diferença?

O espaço escolar ou da faculdade, não pode ser de intrigas, personalismos, de mentiras, grupinhos, prepotências, há que se constituir, apesar da dversidade, num ambiente salutar de respeito, humanização, valores e afetividade.

A causa maior é o educando, que necessita de nossa atenção, exemplo e educação.

Eduquemo-nos!

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