![]() Educando sem fronteiras |
Educação
Moral |
![]() |
|
|
||
|
Artigo Nós Educadores Necessitamos Ensinar, Apreender, Aprender e Reaprender Ronaldo
Gomes Final de mais um ano em que a expectativa para o próximo, se revela mais promissora, será? É assim todos os finais de ano, ficamos na esperança de dias melhores de muitas mudanças, porém o que vemos é mais ambições, mais frieza, indiferenças etc. Fome, miséria, mentiras, politicagens, hipocrisia, despotismo, egoísmo etc. A humanidade permanece caminhando para sua própria destruição, isso em razão do abuso de poder, ganância arrogância, desumanidade. As transformações que necessitamos irão acontecer quando o ato de educar for direcionado para a evolução do homem, sua espiritualização, seu desenvolvimento moral, sua formação do caráter, sua autonomia, seus limites, sua humanidade. Enquanto permanece a educação aplicada e descaracterizada para seguir os interesses elitistas que visam a escravidão mental, alienada, atrofiada, com ideologias fantasiosas, com a suposta transformação educacional, que na verdade permanece seguindo os interesses puramente capitalistas, o homem continuará vendo seu semelhante como um número, como cifras, como escravos. Hoje sofremos por uma degradação educacional e humana, preconizada para fins tecnológicos, numa visão seleta, tornando o homem escravo do trabalho, verdadeira máquina humana, competitivo, sem limites, sem rumo, sem sensibilidade, numa escalada alucinante, onde, a vida é para ser vivenciada no imediatismo selvagem da corrida do ouro. O encontro de Copenhague para definir os rumos sobre as questões climáticas no mundo, vem tarde demais, numa razão simples: Os países ricos dificultam, basta lembrar o tratado de Kyoto que expira em 2012, que até hoje nada foi realizado de fato, até porque a presença da maior nação poderosa, os EUA, não assinou e não assinará o referido documento. São dirigentes humanos educados, mas de que educação estamos falando? Que educação receberam? Apenas o saber, isso basta? Estão cônscios de suas responsabilidades ou apenas brincando de poder? Até porque esse encontro de 12 dias foi mantido por uma grande verba, assim como tantos outros encontros que virão, onde já poderia de fato, estar sendo direcionada, aplicada, para o trabalho em ação das desigualdades socias e recuperação da vida humana, da natureza, na educação que previne, que conscientiza, abre horizontes, desenvolve o intelecto, o afeto, a moral, o caráter. A educação é um ato contínuo seja na família, na escola, em toda sociedade. Não há pessimismo em nossas palavras. Como educador, assim como tantos outros educadores conscientes das prerrogativas do ato de educar em sala de aula, temos o dever de não somente desenvolver a cognição, o saber, se faz necessário e urgente trabalhar a afetividade, a sensibilidade, a realidade de vida dos educandos, a troca de experiências, informações, aprendizagens, afinal, que educandos estamos de fato preparando para o futuro da humanidade: homens ou máquinas? Qual a realidade do processo educacional que aplicamos em sala de aula, no seio familiar, no dia a dia? Olhemos para nós mesmos, adultos hoje, que parece esquecermos que fomos crianças, jovens, e reclamamos da educação das crianças e jovens de hoje. Assim como todos nós nos espelhávamos nos adultos de ontem, nos seus exemplos, e estamos descrentes, dizendo que não há mais solução, os jovens de hoje o que pensam? Espelham-se em que exemplos? São jovens alienados, atrofiados. E quem são os responsáveis por todas estas questões? Ou melhor, como tem sido nossa ação, conduta,como educadores no processo ensino-aprendizagem? Afamília tem feito seu dever de casa? O fracasso da Conferência sobre o Clima de Copenhague custará 500 bilhões de dólares anuais à economia mundial, afirma a Agência Internacional de Energia (AIE). E a educação continua com verbas ilusórias, e por muitas vezes desviadas para outros fins. Enquanto a educação estiver tão somente direcionada ao desenvolvimento cognitivo, estaremos fadados a este precipício da destruição do homem e da natureza. Não se pode separar a cognição e a afetividade, ambas estão interligadas e são inseparáveis, neste processo ensino-aprendizagem no desenvolvimento do ser integral, que nasce na família, prosseguindo na responsabilidade dos educadores na escola. Sem a afetividade o que vivenciaremos, é o que já estamos vivendo nos dias de hoje: A supremacia do egoísmo. "A cognição é profundamente necessária; caso contrário, não teríamos a compreensão de nada nem desenvolveríamos tecnologias que produzissem bens para suprir nossas necessidades, sejam elas quais forem. Mas, ela se assenta sobre o portal da afetividade, que nos permite fazer bem o que fazemos". (Luckesi) Nós educadores necessitamos, apreender, aprender e reaprender que, a cognição e a afetividade devem estar juntas em todo processo educacional, ou seja: educador e educando, o homem pelo homem, a educação na ação de educar, educando-se. Desta forma a ação efetiva no ato de educar precisa ser reavaliada por nós educadores, não bastando somente agir, mas cuidarmos de nossa afetividade, reavaliando como estamos aplicando em nosso trabalho educacional, seja na escola, na família, e em nós mesmos. Educação é trabalhar limites, autonomia, responsabilidade, desenvolver a cognição, a afetividade, a moral, os valores humanos num trabalho também de autoaprimoramento. É a quebra de paradigmas, onde devemos criar hábitos de humanização, espiritualização, valores morais. O que se tem feito até aqui é tão somente aumentar o egoísmo humano, e o que a educação verdadeiramente realiza é a transformação do homem pelo homem, da vida pela educação moral, do ato de educar e educar-se com amor. Eduquemo-nos! Para ler todos os artigos de Ronaldo Gomes clique aqui. |
Faça
parte do ______________________ Análise&Crítica _____________________ |