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Artigo
08/06/2009

A Educação pela Educação, o Homem pelo Homem

Ronaldo Gomes

O ato de educar tem ficado cada vez mais a mercê do puro desenvolvimento cognitivo, onde não há perspectiva a curto ou médio prazo para a retomada do seu verdadeiro papel moralizador, ético e transformador, levando o ser integral a sua autonomia, ao resgate do valor humano.

As escolas se preocupando somente em formar cidadãos que vislumbrem o poder, a façanha de um ótimo emprego técnico que lhe garanta sua independência financeira, porém escravo de si mesmo e da elite com suas ideologias, numa alfabetização puramente funcional.

A escola tem pouco se importado com o aspecto da afetividade, suas gestões preconizam que isso é papel apenas dos pedagogos, psicopedagogos e psicologos, estes é que têm a responsabilidade de encaminhar e tratar o educando nas suas deficiencias educacionais, comportamentais e existenciais. E os professores, quem os educa? E os pais, quem os educa? E quem será o facilitador do processo ensino-aprendizagem? O nome da instituição é mais importante por estar conduzindo seus alunos aos primeiros lugares do ensino que preconizam.

Os pedagogos ficam sobrecarregados, sem respaldo, por conta de uma supremacia sistêmica que dita as ordens sobre como deve ser direcionada a educação, onde os professores são meros coadjuvantes, precisando trabalhar como escravos presos a metodologias conteúdistas dos conhecimentos de disciplinas apostiladas, confeccionadas por estas instituições de ensino que já pré-elaboraram, norteando como devem aplicar em sala de aula os conteúdos. E quem as confeccionam, são homens ou máquinas robotizadas?

A família por sua vez, leva seus filhos para estas instituições porque são ótimas, forte de conteúdos, muito puxado o ensino, o que dará a seus filhos ótimos resultados em provas de concursos, e futuro promissor em excelentes faculdades e instituições militares.

Ainda vivenciamos estas distorções educativas, pensando ser este o caminho e o verdadeiro papel da educação.

Ledo engano, a educação é antes de tudo a transformação do ser integral, sua autonomia, sua importância como ser sociável, resgate de sua prerrogativa de ser humano, com sentimento, valores, dignidade, ética, e o mais importante, moralizado.

A família e a escola continuam sendo meras reprodutoras da vontade e desejo da elite com sua política educacional que visa escravizar o cidadão, atrofiando sua mente, numa educação tecnicista puramente mecanizada, alienando mentes e corações, tornando-o frio,indiferente e egoista, numa palavra: HOMEM MÁQUINA .

A verdade da educação está na plena conquista que ela faz de conduzir, ensinar, reeducar, aprender, reaprender, continuamente na escalada humanizadora, moralizante, transformadora, levando a autonomia do ser integral na sua condição de ser humano sociável e com sentimento.

A educação pela educação, o homem pelo homem. Instruido, porém, moralizado e civilizado.

É a quebra de paradigma educacional, na retomada e no resgate da Educação com amor, onde a escola e a família devem trabalhar juntas para educarem-se, e, educando-se, educar com bons exemplos as crianças e os jovens que carecem de afeto, estimulo, atenção, direção, limites, instrução e amor.

Ainda há tempo de reconstruirmos este mundo com ações efetivamente educativas, exemplificadas por nossa conduta e responsabilidade como verdadeiros educadores, como seres humanos mais moralizados e espiritualizados.

Eduquemo-nos!

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Análise&Crítica
Blog de Marcus De Mario