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Artigo
06/04/2009

Avaliar é um Ato Contínuo

Ronaldo Gomes

O processo avaliativo é constante, não há como negligenciarmos esse fato, afinal todos estamos envolvidos quando se trata de educação.

A avaliação historicamente vem sofrendo as transformações necessárias, impulsionando-nos para a realidade diagnóstica do processo, ou seja:

> Pré-Tyler (fim do século XIX e as primeiras décadas do século XX) - caracterizou-se pela evidência na elaboração e aplicação de testes.
> Ralph Tyler (1934) - elabora o conceito de avaliação educacional, delimitando o segundo período dessa etapa.
> Stufflebeam e Shinkfield consideraram o período de 1946 a 1957 como a era da inocência.
> Período do Realismo (1958 a 1972) - foi um período de grande comoção no campo da avaliação, motivados, sobretudo, pelas políticas públicas do Presidente Kennedy.
> Profissionalismo ou profissionalização da avaliação apresentou uma teorização mais consciente, o que ocorreu em 1973.

Hoje ainda avaliamos o educando mensurando a todo instante seus conhecimentos. Apesar de alguns avanços, as políticas partidárias determinam o que desejam, mascarando as leis, numa palavra, falsificando o verdadeiro sentido do processo avaliativo: diagnóstico, prevenção e participativo.

Podemos observar que o ato de avaliar vem sofrendo grandes transformações, mas ainda somos reféns de certas práticas antigas, como mensurar, etc.

Fica cada vez mais nítida a necessidade de uma avaliação não somente quantitativa, porém, dando ênfase na avaliação qualitativa.

A avaliação pode ser Diagnóstica, Formativa e Somativa, levando o educador a entrar também no processo, sem, no entanto, perder seu foco de dar o conhecimento, mais também se avalia sobre como está sendo essa abordagem perante seus educandos.

Ciclos, Progressão Continuada e Promoção Automática
Ensino que valorize os estágios de desenvolvimento da criança e do adolescente, deve saber identificar a realidade destes.

A gestão deve se preocupar em muito com seus educandos, porém deve também priorizar os diagnósticos.

A criança é um ser integral, e nós não podemos esquecer que já passamos também por essa fase, e que hoje trazemos nossas dificuldades proveniente em muitos casos, sem medo de errar, das deficiências da educação que tivemos no passado.

Daí a importância em não desconsiderarmos a historia de vida de nosso educando, sua realidade cultural, social, política para que possamos trabalhar a partir desta, construindo no processo ensino-aprendizado seus conhecimentos já adquiridos com a realidade da vida escolar que se apresenta como o novo, trabalhando assim de maneira democrática e humana, visando aspectos de sua formação e de valores humanos.

Concluímos que o ato de avaliar passa primeiro por nós educadores e gestores, e que esse ato seja de auto-observação, reflexão, julgamento e diagnóstico.

A escola deverá dinamizar o processo educativo, sendo o corpo docente o facilitador do processo que proporcionará aos educandos uma melhor realidade de aprendizado, desenvolvimento na troca de experiências, desenvolvendo aspectos éticos, políticos, econômicos, dos valores humanos e morais.

Os elementos Curriculares e o Projeto Político Pedagógico devem assim serem levados em consideração norteando todo o processo.

Educadores e Educandos, Escola e Família, assumindo democraticamente compromissos relevantes ao desenvolvimento humano e suas prerrogativas morais, éticas, políticas e culturais.

Dando ao educando o seu papel relevante e assumindo responsabilidades, participando do processo e procedimentos avaliativos oportunizando sua capacidade de criar e recriar.

Avaliar é um ato contínuo entre todos os envolvidos, ou seja: escola, família, educadores e educandos, dessa forma as competências, que são os conhecimentos, valores, decisões, análises críticas e afetividades, estarão sempre em voga em todo o processo educativo.

Eduquemo-nos!

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Blog de Marcus De Mario