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Artigo A
Educação Clama por Nossa Atitude Ronaldo
Gomes De Lemos (1992) propôs um ponto de vista sócio-construtivista para a aquisição da linguagem, afirmando que "o processo de constituição da criança enquanto sujeito, é mediado pelo outro, ou seja, por um membro experiente de sua espécie, representante da ordem simbólica, que mediará, por sua vez, a relação da criança com estados de coisas no mundo." Observamos desta forma que o contexto familiar exerce grande influência nos aspectos linguísticos, de tal forma, que poderá atrofia, alienar, ou mesmo desenvolver de forma salutar toda as consequencias normais ou não dos neurônios responsáveis por todo processo de aquisição da linguagem da criança. A criança desde cedo já deve ser estimulada aos sons, ao carinho, a conversa, aos cuidados que os pais dão a ela desde mesmo antes do seu nascimento: o contato corporal que o bebê tem consigo e com as pessoas e objetos, falando, brincando, sorrindo, etc. Na escola, atividades lúdicas que possibilitem ao educando, mesmo ainda em fase de vida em creche, um desenvolvimento cognitivo e afetivo. Jogos interativos, de coordenação motora, auditiva, cores na motivação da visão, objetos variados quanto a forma, tamanho etc. Esta é a fase em que sua linguagem receptiva, seu vocabulário receptivo começa e pode evoluir. Friedman (1986), mostra que o comportamento verbal disfluente, que é normal no desenvolvimento da linguagem, pode gerar situações de não aceitação quando não é compreendido pelos pais. O meio propõe ou cria desequilíbrios tão grandes que a criança não consegue superar. Desta maneira observamos que a influência do adulto em toda sua expressão no falar, agir, gesticular, tocar etc, acabam por exercer forte influência na criança, o que em muitos casos podemos afirmar que muitos problemas advém também da influência do meio ambiente, sendo salutar ou não, criando os problemas de vários aspectos, entre os quais as da fala, entre outros. Nosso desejo é ampliar nosso horizonte como educadores, nossa postura e conduta frente a nossos educandos, nos estímulos, e levando sempre em consideração a historia de vida deles, suas dificuldades, assim como as nossas, mostrando de antemão que os problemas necessitam ser encarados com seriedade, avaliados por profissionais como Psicopedagogos, Psicólogos, Fonoaudiólogos etc. Se em sala de aula, na família, na comunidade, observamos uma criança, adolescente, adulto com algum problema que não seja do nosso conhecimento, melhor que seja encaminhado para uma avaliação e futuros tratamentos, possibilitando seu convívio na sociedade, trabalhando de forma preventiva. Educação, como podemos verificar, é muito mais que sala de aula, fundamentalmente é nossa vida pré-uterina se desenvolvendo a cada instante, no desenvolvimento de todas as fases de nossas vidas, e as complicações hoje precisam ser avaliadas, reavaliadas, diagnosticadas e tratadas. A Educação clama por nossa atitude perante uns aos outros, na reconstrução de nossos valores humanos e formação de caráter, não bastando o puro saber, porém, que este saber nos faça solícitos uns com os outros e verdadeiramente humanos. Eduquemo-nos! Para ler todos os artigos de Ronaldo Gomes clique aqui. |
Análise&Crítica
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