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Artigo Não Podemos Separar a Família do Professor, o Professor da Escola Ronaldo
Gomes Estamos chegando ao final do ano letivo e sempre a mesma história de todos os tempos. Crianças e adolescente, uns felizes outros tristes, por conta das notas altas e baixas, e muitos fora da média. Divertiram-se o ano inteiro, deram trabalho aos inspetores, professores, pais, diretores, e agora é a hora da "vingança", como dizem alguns professores, "afinal quem irá decidir se passam ou não, somos nós". E assim sai ano entra ano é a mesma situação. Claro que existem educadores que norteiam seus ensinos aplicando-se verdadeiramente como facilitadores do processo sem distinção, sem exclusão. Reunião do conselho de classe para definir quem passa, quem foi bem ou mal, analisar individualmente cada aluno e sua breve história ao longo do ano: Sua ficha estará suja ou limpa? E nós, professores, gestores, coordenadores, pais, etc, quem nos avalia ou avaliará? Não há que se descobrir quem são os culpados pela falha no "ensino de qualidade", afinal este ensino é basicamente um jogar de conteúdos, decorebas, conhecimentos, saberes. Mensurar é primordial, será? E a formação do caráter, dos valores humanos, do sentimento, da humanização? Responsabilidade somente da família? E quem representa a família? Os pais dos alunos, seus tios, avós, primos, vizinhos, ou os que os levam à escola? Podemos separar a família do professor, o professor da escola, a escola da família e vice-versa? Até quando ficaremos nesses discursos vazios, sem nexo, procurando culpados, se na verdade quem está perdendo somos todos nós? Afinal, somos seres humanos e vivemos em sociedade, pelo menos é o que deve ser. Repensemos nossas posturas diante da vida, de nós mesmos e dos outros. Somos hoje o reflexo de uma educação puramente tecnicista e quem vem se perdendo nesta desenfreada ambição e egoísmo por um capitalismo que começa a perder para si mesmo, por não ter mais de onde tirar seu sustento: O suor e a força do povo trabalhador está carente de instrução e ações educacionais moralizadoras. A educação tem sido tiranizada para fins de alienação das massas e o que se vê, são estas distorções, desordens sociais, econômicas, políticas. A educação é antes a arte de ensinar e aprender, reaprendendo uns com os outros, prevenindo, com ações firmes no desenvolvimento afetivo e cognitivo, sem falsear os saberes, ao contrário, é dar orientação e razões aonde leva este saber e seu futuro promissor, na construção mútua e multidisciplinar. Família e escola são constituídas de seres humanos e como não poderia deixar ser, todos, sem exceção, têm suas respectivas famílias. A sociedade é uma grande família que precisa resgatar as reais origens de sua dignidade humana, com sentimento, afeto, moral etc. Unir esforços pela educação moral, que nós seres humanos devemos resgatar para reconstrução dos valores verdadeiramente humanos. Eduquemo-nos! Para ler todos os artigos de Ronaldo Gomes clique aqui. |
Análise&Crítica
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