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Artigo A Realidade da Educação no Brasil Ronaldo
Gomes A lei educacional no Brasil, desde 1961 com a primeira LDB, e as reformas seguintes, veio possibilitar passos importantes até os dias de hoje. Mesmo com as deturpações, por conta das políticas autárquicas e suas ideologias, a LDB, O PCN, A CARTA MAGNA, são impulsionadas pela globalização, na qual, ainda se distorce ou mesmo não se dando tempo de aplicação efetiva destas leis, onde o sistema educacional nos obriga de certa forma a direcionar a educação para fins tecnicistas, numa busca desenfreada para o mercado do trabalho qualificado. Com isso a escola e a família seguem caminhos reprodutores dos modelos e ideologias sócio-político-econômico de todas as épocas. O ser humano fica à mercê dessa corrida desumana, tornando-se frio, robotizado e alienado de sua referência humanista, dos valores humanos, éticos, morais e de cidadania. A educação é o que dela realizamos. Através dos tempos temos deturpado o verdadeiro sentido da educação, onde a violência, a indiferença, falta de ética, a inversão de valores e a desumanidade tem evoluído de maneira desastrosa. Não há como negar a realidade de que a educação é muito mais que dar conhecimentos e instruir. Precisamos dar rumos educacionais, mesmo com as tecnologias de hoje, porém, que estas sejam instrumentos da educação, com finalidade fundamentada na filosofia educacional de transformação, criticidade, desenvolvimento cognitivo e afetivo, resgate dos valores humanos, levando o individuo ao seu crescimento integral, numa evolução humanitária, solidária, respeito ao meio ambiente, igualitária, continua. Hoje a lei educacional está, de certa forma, bem elaborada, mas sua aplicação ainda esbarra nos interesses de uma sociedade capitalista que visa tão somente os lucros e a "mão de obra" qualificada para o mercado de trabalho, porém, sem a preocupação com o individuo. Muitas empresas, políticos, estudiosos, começam a perceber que o ser humano é quem deve ser desenvolvido para a vida em sociedade, a afetividade, com sentimentos de solidariedade, qualificado para o trabalho em equipe, participação, dinâmico, crítico, sendo o principal alvo da educação. Assim, a educação deve ser o direito de todos, e não somente divisor de classes, reprodutora, onde uns se sobreponham aos outros, com sua autoridade, para satisfação de uma corrida capitalista globalizada, selvagem, ambiciosa, escravista, com fim imperialista, distorcendo o verdadeiro papel da educação: prevenir, moralizar, instruir, fundamentada no desenvolvimento do ser humano como um todo, a sua qualificação, o acesso dos educando, sua permanência em qualquer modalidade de ensino. Neste contexto da globalização, a preocupação com o próprio planeta, que começa a dar sinais de saturação de nossos avanços tecnológicos, mas que não tem se preocupado com o futuro da civilização e seu habitat natural, e respeito à vida humana e ambiental. Há consideráveis avanços no sistema educacional brasileiro, no entanto, sua aplicação aos interesses da sociedade ainda esbarra nas determinações da elite, que manipula a educação, distorcendo-a, e não deixando de fato que aconteçam as transformações reais e efetivas de promoção social do individuo, sua cidadania, respeito cultual e da coletividade. A lei 10.172, que instituiu o PNE, com vigência de dez anos, caracteriza-se por uma lei envolvendo aspectos de descentralização do ensino, suas modalidades de ensino, a valorização do professor, demais profissionais, a diretriz da gestão, o financiamento da educação. Faltando apenas dois anos, ainda percebemos que muito há de ser realizado, aplicado efetivamente, para que o cumprimento das leis não fique apenas no verbalismo, sofrendo as intervenções políticas de governos e os desvios de verbas. Visando também a universalização do ensino, qualidade do processo ensino-aprendizagem, observamos a morosidade, por conta dos cortes nas verbas educacionais e os interesses dos governos, que não respeitam as leis, ou melhor, retardam o seu avanço e sua aplicabilidade. A realidade da educação no Brasil ainda é precária. Apesar dos avanços, continuamos com altos índices de analfabetismo, com estruturas e organizações se arrastando, por conta, das politicagens que ainda cerceiam a aplicabilidade dessas leis. Educar é, antes de tudo, moralizar, e não apenas dar conhecimentos. Eduquemo-nos! Para ler todos os artigos de Ronaldo Gomes clique aqui. |
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