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Artigo Educação é Dever de Todos Marcus De Mario Depois de assistir o jornal televisivo, e pensando sobre as diversas notícias produzidas, pensei: quando vamos entender que a educação é uma questão social, ou seja, deve ser preocupação e ação de todos? Faço essa pergunta, porque ainda trabalhamos com alguns conceitos distorcidos que comprometem os resultados educacionais. O primeiro conceito, muito arraigado nos pais, é que a educação dos filhos é dever da escola, e que o ensino curricular supre todas as necessidades nesse campo. Felizmente já estamos assistindo mudança de mentalidade, com muitos pais entendendo que também no lar, na família, se faz a educação, não apenas do ponto de vista curricular, mas principalmente quanto à formação do caráter dos filhos, a orientação para a vida. Outro conceito muito difundido, mas errôneo, é que escola boa, escola de qualidade, é aquela que possui dependências físicas modernas, que inclui no currículo inglês, informática, natação, etc, e que faz os alunos estudarem muito, o que se mede pelo famoso "dever de casa". Não é assim. Escola boa é a que sabe respeitar as individualidades, que dá espaço para a criatividade, que trabalha de forma construtivista, e tem por base nas suas ações pedagógicas o amor. Mais um conceito distorcido: escola particular é melhor que escola pública. E podemos dizer: depende. Temos escolas públicas boas e ruins, o mesmo acontecendo com as escolas particulares. Aliás, muito cuidado com escolas particulares de educação infantil, que multiplicam-se e nem sempre estão legalizadas e autorizadas. E mais um conceito a ser debatido: será que cultura mais esporte é sinônimo de formação cidadã? O trabalho das organizações não governamentais é importante e necessário, mas será que supre efetivamente a educação integral do ser? Como vemos, escola, família, sociedade, governo, cada um faz o seu trabalho e empurra para o outro determinados compromissos que, na verdade, lhe pertencem também, e, o que é ainda pior, nesse jogo de empurra, vários conceitos distorcidos são mantidos, provocando graves distúrbios no resultado da educação. E quando se trata de abordar a educação moral, os valores humanos, as virtudes, aí temos uma questão angustiante: ninguém quer assumir esse compromisso, ele fica sendo de ninguém. Desse modo, como abandonamos o essencial, os resultados não podem ser outros: repetência, abandono escolar, violência, drogas, alcoolismo, gravidez na adolescência, corrupção e todos os outros males que nossa sociedade está rotineiramente vivenciando. Precisamos alterar alguns conceitos e compreender que educação não se mede com estatísticas, provas e notas, e que não pertence a este ou aquele segmento social: é de todos. Pensemos
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