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Artigo Alma da Educação Marcus De Mario Não se sabe o autor da frase. Ela é colocada na boca deste ou daquele pensador ou educador, e aparece em citações aqui e ali. Bem, não importa quem seja o autor, importante mesmo é a profundeza do seu significado: a educação da alma é a alma da educação. O que significa educação da alma? Vamos recorrer aos dicionaristas e enciclopedistas (não os do século 18, mas os atuais, que enfeixam o conhecimento humano em enciclopédias as mais diversas) para entender o significado da palavra "alma". Ficamos sabendo que "alma" é a parte imaterial, invisível, do ser humano. Também é o conjunto das faculdades mentais, afetivas e morais do homem. É a essência do ser. Não encontramos nas definições nenhuma restrição da alma ao campo religioso, ou seja, como se fosse algo apenas do domínio das doutrinas religiosas, pensamento esse muito comum nos mundos da ciência e da educação, mas inconsistente perante a filosofia e a antropologia. Aliás, é bom lembrar, temos uma ciência que é dedicada inteiramente a estudar a alma. É a psicologia, pois psico significa alma, e logia significa estudo. Se, através das suas vertentes, ela estuda ou deixa de estudar a alma, não é nosso objetivo nesta análise, mas o fato é que a alma está presente na cultura humana e não pode ser desprezada, seja ela entendida desta ou daquela forma. Se a alma é o conjunto das faculdades do homem, por que a escola preza tanto o desenvolvimento do cognitivo, tudo atrelando ao coeficiente intelectual do aluno? A balança do ensino está desequilibrada, remetendo-nos aos problemas que enfrentamos diariamente em sala de aula, e que professores e pais estão cansados de conhecer. Mas a alma da educação é a educação da alma, ou seja, é a educação que transcende os aspectos físicos e cognitivos, trazendo à tona os aspectos afetivos, emocionais, estéticos e outros do ser humano, não apenas dos educandos, mas igualmente dos educadores. Todos precisam ser sensibilizados para o próprio "eu" ou "self" (que significa alma), pois assim despertarão para a realidade profunda do ser, desamarrando-se do fugidio "ter", finalmente conscientizando-se de sua missão educativa, de despertar os poderes latentes da alma, e não apenas transmitir conhecimentos e avaliar essa transmissão através de provas e notas (que, digamos com todas as letras, são mais burras que o mais ignorante dos ignorantes). Educar a alma é urgente! Não é uma bela poesia. Não é uma narrativa fascinante. Não é uma ficção arrebatadora. Não é um sonho onírico. A alma é uma concretude, é o que somos e o que temos de melhor. A educação da alma é aquela que toca no profundo do ser, transgride a ordem vigente e arrebata de cada um potenciais criativos que estamos longe de imaginar o seu poder. Mas essa educação da alma, que é a alma da educação, só é completa, só dá bons frutos, saborosos, se for realizada pela educação moral. Você, professor, quer saborear esses frutos? Eles não caem dos galhos das árvores, precisam ser estimulados ao desenvolvimento. Estão lá dentro de cada educando, e estão dentro de você. O melhor estímulo? É o amor, porque o amor tem o poder de atingir o íntimo da alma. Pensemos
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