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Artigo
22/04/2008
Uma
Nova Escola para Uma Nova Educação
Marcus
De Mario
A escola mudou, ou
está em mudança, mas nem todos perceberam isso, mesmo os
professores, e é fácil verificar.
Os castigos corporais - varadas, reguadas, milho para se ajoelhar, puxões
de orelha e outros - foram abolidos do sistema escolar há um bom
tempo. O que era comum até a metade do século vinte hoje
é um contra senso, uma aberração e uma violação
aos direitos da criança e do adolescente.
As frases, ou mesmo sentenças inteiras para serem copiadas no caderno
cinqüenta, cem ou mais vezes também deixaram de existir, não
se impondo mais essa tortura infantil.
O caderno de caligrafia, com exercícios quilométricos desafiando
a paciência, no único intuito de se conseguir uma letra redonda,
caprichada e perfeitamente legível é agora recordação
para os pais um tanto quanto mais antigos e para os avós.
O mimeógrafo, avô da impressora do computador, produzindo
mapas, desenhos, provas, exercícios rigorosamente iguais para todo
mundo, mesmo sendo os alunos diferentes entre si, virou peça de
museu, mas muitos o substituíram pela máquina xerox, mais
fácil é verdade, mas reprodutora do mesmo jeito.
As carteiras mudaram. Já não são fixas e de dois
lugares. Hoje temos carteiras que se adaptam anatomicamente ao aluno.
O quadro negro tornou-se verde e agora é branco, e de acrílico,
e o giz foi substituído por caneta especial.
A escola recebeu a informática; a educação física
aceitou os jogos, o lazer e as brincadeiras; os recursos didáticos
estão muito ampliados; as metodologias são variadas, mas
há quem ainda dê aula na base do "cuspe e giz"
e empregue todos os esforços em fazer o aluno decorar, memorizar,
assinalar certo ou errado e se preparar para o vestibular. Esses não
perceberam que a escola mudou, ou melhor, está em processo de grandes
mudanças.
Em vários países, não somente no Brasil, discute-se
a qualidade do ensino em contraposição à quantidade
do que se ensina. Dessa discussão surgiram novos projetos pedagógicos,
novos objetivos para a educação, já estando claro
que não basta trabalhar o cognitivo, devendo juntar a ele o trabalho
de desenvolvimento do emocional, numa visão mais integral do ser
humano.
A escola deve ser inclusiva, cidadã, interagindo com a comunidade.
Deve respeitar o educando e dar-lhe oportunidades de aprendizado solidário,
de trabalho, ou seja, a escola deve ser vida e a vida deve estar na escola.
As mudanças
estão acontecendo, precisam os professores acompanhar essa nova
escola para que tenhamos uma nova educação.
Pensemos
nisso!
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