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Artigo Como Educar Seu Filho Marcus
De Mario Perguntou-nos a mãe: "Como faço para educar minha filha adolescente? Ela é desorganizada, bagunceira, respondona, deixa seu quarto uma bagunça, espalhando roupas sujas poir todos os lados, e reclama, quando quer deitar, que eu não recolhi as roupas". Diante desse depoimento, feito em tom dramáticco, suplicante, da mãe que está no seu limite, respondi: "Tenha calma, sempre tenha calma, pois sempre é tempo de educar, ou no caso, reeducar. Quando ela reclamar, aos gritos, vá até o quarto, recolha todas as roupas, arrume a cama, e espere ela deitar confortavelmente para descansar, então despeje as roupas sujas sobre ela e diga-lhe que há uma grande diferença entre ser mãe e ser escrava, pois ela sabe o que deve fazer e onde fica a máquina de lavar, ou o tanque". Infelizmente os pais, com suas exceções, não trabalham a participação no lar, com a distribuição de tarefas e responsabilidades, deixando os filhos crescerem sem limites, tudo largando nos ombros do papai ou da mamãe. Chega a adolescência e eles continuam acreditando que as tarefas domésticas não são problema seu, que a mãe tudo deve providenciar. Eles não são culpados por isso, mas sim os pais, que alicerçaram maus hábitos nos filhos. Tivesse essa mãe feito a distribuição de tarefas, desde cedo, cobrando sistematicamente o cumprimento das responsabilidades e deveres por parte da filha, e não estaria se arrancando os cabelos, nem teria feito a pergunta, pois teria promovido a educação moral, aquela que dá ao filho e/ou ao aluno, a oportunidade de desenvolver o senso moral, a criticidade, o trabalho construtivo do caráter. Sua filha sera um ser cooperador, solidário. E não é isso que todo pai ou mãe quer? Vamos a outro exemplo. Um pai queixou-se amargamente que seus filhos eram muito bagunceiros, que a casa vivia desorganizada, e que com eles só na base do berro, do grito, das ordens, e que parecia que tudo entrava por um ouvido e saía por outro. Convidado por esse pai, fui visitar sua casa. Quando entramos ele disse: "Fique à vontade?". Percorri a sala com meu olhar e verifiquei que isso não seria possível. Sobre o sofá estavam largados pasta, documentos, papéis. Sobre as cadeiras e a mesa, estavam jogados roupas. Não havia lugar para sentar. Detalhe: pasta, documentos, papéis, roupas eram todos pertencentes ao pai. A conclusão é óbvia: os filhos tinham em quem se espelhar, o próprio pai, que era desorganizado e bagunceiro. Olhamos para os outros, queremos que os outros sejam desta ou daquela forma, para não nos dar trabalho, e esquecemos de olhar para nós mesmos, de promover conosco a educação dos bons hábitos. A mãe que citamos no início deve parar de fazer tudo para sua filha. O pai deve se educar para deixar de gritar com seus filhos. Com essas medidas, do dia-a-dia, promovemos a educação moral, nossa e dos nossos filhos. Pensemos
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