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Artigo Quanto custa a educação? Marcus
De Mario Os economistas estão acostumados a considerar o homem igual a um punhado de dólares, sempre fazendo cálculos de quanto ele vale, por exemplo, para a produção econômica de um país. E assim tudo é calculado em milhares ou milhões de dólares. É o que acontece com a guerra entre Estados Unidos e Iraque. Segundo cálculos do economista Joseph Stiglitz, que ganhou o Prêmio Nobel de Economia, essa guerra já custou aos cofres norte-americanos o total de 3 trilhões de dólares, e o custo de cada soldado envolvido é de 400 mil dólares, ou seja, cada ser humano, porque um soldado é um ser humano, custa 400 mil dólares. Ainda segundo Stiglitz, esse gasto daria para resolver todos os problemas de seguridade social dos Estados Unidos pelos próximos 50 anos. Pelo custo de duas semanas de guerra, o analfabetismo mundial poderia ser erradicado. E a atual ajuda humanitária à África representa apenas 10 dias de gastos com a guerra. Pois bem, números... cifras econômicas. E perguntamos: será que se esse dinheiro fosse aplicado na educação, na saúde, na ajuda humanitária, realmente resolveríamos os problemas do mundo? Cremos que não. A realidade, pelo menos nos países em desenvolvimento, é que 50% ou mais dos recursos financeiros são desviados pela corrupção, e a corrupção é uma questão moral, de formação do caráter do homem. E a educação não pode ser medida pelo total de investimentos financeiros realizados pelos governos, mesmo porque construção de escolas, contratação de professores, inclusão digital, etc., não significam necessariamente educação de qualidade, e muito menos promoção de educação moral. Então, quanto custa a educação? Custa o amor da dedicação, que é impossível cifrar em dólares; custa o esforço dos bons exemplos, que nenhuma moeda pode espelhar; custa a experiência do fazer e aprender, que dinheiro nenhum paga. Boa educação não é sinônimo de quantidade de dinheiro investido. Boa educação é sinônimo de trabalho árduo para formação integral do ser, para humanização e moralização do homem. Boa educação é sinônimo de felicidade
em sala de aula. Se algum economista conseguir mensurar essas coisas em dólares ou qualquer outra moeda, apenas provará que ainda não estamos fazendo a verdadeira educação. Pensemos
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