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Artigo Aprendizado Marcus
De Mario O aluno sentenciou: "Só poderá se tornar um bom profissional e uma boa pessoa se sempre tivermos oportunidade de estudar". Ao que retrucou o professor: "E se você tiver como professores Sócrates e Einstein, e não quiser aprender? Nada acontecerá". Aprendizado verdadeiro só acontece quando o estudante quer aprender. O professor é estimulador dessa vontade, é orientador do processo, mas só o estudante pode querer estudar, querer aprender. O professor pode ser bom, pode gostar do que faz, pode ter boa didática, pode ser interativo e tudo o mais que gostaríamos que um bom professor seja, entretanto, se o estudante não quiser, todos os esforços serão inúteis. Ninguém pode abrir a cabeça de um estudante e depositar conhecimento e, mais do isso, depositar créditos de sabedoria. É ele mesmo que deve querer, que deve compreender a importância de se desenvolver, de ser útil. Os professores precisam empregar esforços muito maiores do que empregam hoje para conhecer seus alunos: o histórico familiar, a realidade social, os interesses, o potencial criativo, seus sonhos e frustrações. E deixar que que cada aluno caminhe com os próprios pés, realizando o aprendizado com suas forças e interesses, aprendendo a ser indivíduo numa coletividade. Diz o filósofo chinês Lao-Tsé: "Conhecer os outros é uma sabedoria, conhecer a si mesmo é uma sabedoria suprema". Mas como deixar esse processo florescer se o tempo está marcado por aulas, cada aula de uma matéria diferente; se o tempo está medido para testes e provas, seguidas de notas; se um currículo pré-estabelecido funciona como camisa de força? Impossível, nesse sistema, fazer o que propunha a escrita no portal de Delfos, e que o filósofo Sócrates, lá na antiga Grécia, tomou como lema de vida: "Conhece-te a ti mesmo e conhecerás os segredos dos homens e dos deuses". Somos necessitados de uma nova escola, de uma nova filosofia da educação, de um novo sistema de ensino. Não que precisemos inventar tudo isso. Basta resgatar o que muitos educadores já fizeram e fazem. Com um alerta: deixemos de lado discussões acadêmicas infrutíferas; coloquemos em segundo plano as teorias em linguagem técnica. Essas coisas não têm uilidade prática para o professor que lida com crianças e adolescentes Então, voltando para a resposta do professor, compreendemos que querer e saber são coisas internas necessitadas de estímulos. O papel de estimulador compete, na escola, ao professor; na família, a competência é dos pais. Para bem estimular é preciso conhecer aquele que está conosco. Para conhecer o outro é imprescindível conhecer a si próprio. E isso não é educar na maior amplitude possível? Pensemos
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