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Artigo Para Onde Vai a Juventude? Marcus
De Mario Domingo, seis horas da manhã. Estou no ponto de ônibus aguardando condução. Do outro lado da avenida assisto duas cenas muito parecidas. Um jovem aparentando não mais que 25 anos cambaleia, apóia-se na parede e vomita. Fica um bom tempo se apoiando, até melhorar e retomar sua caminhada, visivelmente alcoolizado. Não longe dali, ao alcance de minha visão, um jovem denunciando talvez 18 anos, está estirado sob a calçada. Ao lado, um amigo tenta reanimá-lo. Este não parece ter passado os 16 ou 17 anos. Depois de várias tentativas, o primeiro jovem consegue se levantar, e ambos, abraçados, vão, trôpegos, completamente bêbados, rua acima. Provavelmente os três jovens estão vindo da "balada" de sábado, recheada de bebida alcóolica, talvez alguma outra droga, sexo e muita louca diversão ao som de músicas excitantes. Vão chegar em casa, dormir boa parte do dia, acordar com uma grande ressaca, e voltar a fazer tudo de novo, quem sabe, no próximo fim de semana. É triste, é de uma grande dor, assistir a juventude completamente desligada de ideais superiores, deixando-se levar pelo aqui e agora, pelo prazer imediato, sem medir consequências. Estão iludidos: querem afogar suas mágoas e frustrações no alcoolismo, na drogadição, na diversão sem limites. Querem se vingar da sociedade egoísta e não percebem que estão se matando. Estamos vivendo uma sociedade formada por núcleos familiares desajustados, sem princípios morais fortes o suficiente para mostrar que valores materiais são passageiros e não completam a alma, não trazem a paz de espírito. Isso acontece porque os pais também estão egoístas, também estão com seus valores voltados para o imediato, e muitas vezes não tiveram tempo para orientar e educar seus filhos, afinal o trabalho, as responsabilidades, o ganhar o pão de cada dia, o divertir-se porque ninguém é de ferro, tomaram o tempo que seria para o diálogo, o bom exemplo, o desenvolvimento do senso moral. E a educação foi transferida para a escola, foi deixada sob responsabilidade dos professores, foi transferida, quando de algum problema, para o psicólogo. Nada, ou quase nada, de afeto, de sentar para conversar, de trabalhar a formação do caráter, de fazer crescer a solidariedade e de ter uma visão mais ampla e profunda da vida. E o que é a vida? Você já parou para conversar sobre isso com seus filhos? E o que é viver com os outros respeitando as diferenças? Você já fez, hoje, esse diálogo com seus filhos? E o que é cidadania, responsabilidade social e sustentabilidade ambiental? Você já fez um debate a respeito desses temas com seus filhos? Você já parou para pensar se é um bom exemplo para seus filhos? Se eles, e também seus pais e avós, aprovariam o que você pensa, fala e faz? As famílias deixam seus filhos soltos e a escola transmite saberes para aprovação no vestibular. O resultado dessa equação é pior do que uma bomba atômica. A bomba mata milhares de pessoas, deixa inúmeros transtornos; a não educação dos jovens destrói a sociedade inteira, forma gerações de indiferentes e egoístas. Gostaria, num domingo de manhã qualquer, hoje ou amanhã, perto ou longe deste tempo em que escrevo, de encontrar jovens preocupados com outros joverns, cuidando dos seus pais e tudo fazendo por uma vida mais pacífica, solidária e feliz. Esse domingo vai chegar mais cedo do que imaginamos, porque terá início no dia em que começarmos a trabalhar a educação moral dos nossos jovens. Eu acredito que faremos isso no mais breve dos tempos. Pensemos
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