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07/01/2008

Nossa Realidade

Marcus De Mario
marcusdemario@educacaomoral.org

Pesquisas sérias precisam de divulgação e comentário. Sinalizam realidades, provocam conscientização e pedem atitude para mudança, para transformação. É o que constatmos na notícia que reproduzimos abaixo, publicada na internet pela Agência JB:

"O Índice de Desenvolvimento Juvenil (IDJ) mostra a triste realidade da educação brasileira. Segundo o IDJ, mais da metade (53,1%) dos jovens brasileiros não estuda em qualquer modalidade de ensino.

O índice só é menor que 50% em seis Estados: Amapá (44,4%), Amazonas (49,3%), Piauí (46,9%), Sergipe (48,9%), Rio de Janeiro (45,7%) e Distrito Federal (45,9%).

Na análise do percentual de quem estuda, verificou-se que mais de 50% não estão nas séries correspondentes às idades.

O relatório mostrou também que 51% dos jovens brasileiros exercem algum tipo de atividade remunerada. O destaque fica para a região Sul, com 57,5% dos jovens trabalhando, especialmente Santa Catarina, onde 61,9% dos jovens estão inseridos no mercado.

Ao cruzar os dados dos jovens que não estudam nem trabalham, a pesquisa chegou em um percentual de 20%, o que representa quase sete milhões de jovens em situação de elevada vulnerabilidade.

Os dados mostram também uma queda na taxa de analfabetismo (de 3,4%, em 2003, para 2,4%, em 2006), sendo que grande parte deste índice (65,4%) está no Nordeste."

Reconhecemos os inúmeros esforços sérios dos governos federal, estadual e municipal na educação, mas não podemos igualmente deixar de reconhecer que muitos desses esforços se perdem na malha burocrárica e política. Temos 7 milhões de jovens que não estudam e não trabalham. E mais da metade dos jovens estudantes não estão nas séries em que deveriam estar.

Repensar nosso sistema de ensino e as práticas de ensino-aprendizagem adotadas parece-nos urgente.

Enquanto estivermos fazendo educação atrelada a ensino através de livro didático, memorização de conteúdos, provas e preparação para vestibular, nunca teremos a sonhada educação de qualidade, até porque essa educação é a que percebe, sente e trabalha o homem integral para sua formação moral, ética e cidadã.

Em síntese: ensino de qualidade, corrigindo as atuais distorções, só quando entendermos e praticarmos a educação moral.

Pensemos nisso.

Para ler todos os artigos de Marcus De Mario clique aqui.


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