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Artigo
01/10/2007

O Encanto do Amor

Marcus De Mario
marcusdemario@educacaomoral.org

Professor, você já se perguntou o que é o amor? Qual é o poder do amor na educação? Que consequências para o processo ensino-aprendizagem estabelece o amor?

Não podemos conceber o ato de educar sem a presença ativa do amor. Quem educa é um ser humano, e quem está sendo educado também é um ser humano. Como seres humanos os dois são dotados de sentimentos, de cargas emocionais, afetivas, psicológicas que não podem ser desprezadas, devem interagir.

Interação no amor significa que o professor deve despir-se de autoritarismo, de cátedra, de passador de conteúdos, para ser um facilitador do processo de construção de saberes, habilidades, comportamentos e atitudes, deixando o aluno percorrer a estrada do conhecimento de si, do outro e da vida, do jeito que ele quiser e puder percorrer essa estrada.

Falamos tanto de respeitar as diferenças e esquecemos que cada criança, cada jovem, cada adulto, é um universo independente repleto de potenciais. Cada ser humano tem seu próprio ritmo, seu querer, seus ideais. Só quem educa com amor percebe isso, e respeita.

Quando falamos de educação moral, que propicia a formação do caráter, não nos referimos a lições de moral, a sermões sobre cidadania, a conteúdos sobre ética. Dizemos do facilitar e orientar a formação do senso crítico, do conquistar, por parte do aluno, a ética do bem em contraposição do mal, do desenvolver virtudes. O caráter não pode ser formado de fora para dentro. É conquista íntima, pessoal, intransferível.

Amar é fundamental. O amor sabe ouvir e sentir. O amor caminha junto mas não sufoca. O amor dá liberdade e aceita o outro como ele é. O amor respeita limites e entrega responsabilidades. O amor incentiva e faz pensar. O amor não entrega tudo pronto.

O professor que ama a educação e ama o que faz na educação compreende que à sua frente está um ser em construção, e que esse ser constrói a si mesmo, como personalidade única. Cabe ao professor o papel de educador, o mestre que orienta. Quem orienta não é o fazedor das coisas.

Professor, você já percebeu, em seus estudos, que os chamados grandes educadores da humanidade, destacados nos livros de história da educação e da pedagogia, são homens e mulheres que muito amaram o que fizeram?

O amor é a marca registrada daqueles que se destacam na educação, mesmo que seus nomes não apareçam nos livros de história, pois ficam para sempre registrados no coração dos seus alunos.

Pensemos nisso. .

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