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Artigo A Professora do Futuro Marcus
De Mario Professoras contam-me histórias que mereceriam a classificação de folclore ou ficção. Mas são histórias verdadeiras. Histórias envolvendo professoras em pleno exercício do magistério, numa sala de aula, trabalhando com crianças e adolescentes na escola. Algumas dessas histórias beiram o absurdo, outras escandalizam, e todas as histórias nos fazem pensar se essas professoras são realmente professoras. Isso porque as narrativas falam do uso de palavrões, danças obscenas, insinuações sexuais, agressão, palavrório inútil, etc, por parte da própria professora. O feminino predomina no ensino infantil e no primeiro segmento do ensino fundamental, mas isso não está carreando maior humanização da prática pedagógica e da convivência escolar. Dizem as professoras, insistentemente, que crianças e adolescentes são o problema: sem limites, agressivos, deseducados. Será mesmo? Será que podemos pesar toda a culpa sobre os ombros frágeis de quem está em processo de desenvolvimento? Pensando sobre isso, vem logo a resposta: a culpa é dois pais, das famílias que estão desestruturadas e não impõem deveres e responsabilidades aos filhos. Será que todas as famílias estão desestruturadas? E muitas professoras não são mães? E apontam agora para o grande vilão: a gestão escolar omissa ou ditatorial, que não corresponde aos anseios da classe professoral, submetendo-se aos caprichos dos pais, ou às políticas de governo, ou à busca do lucro. Será que diretores de escola podem ser culpados por todos os males do ensino? E por serem exigidas em refletir, as professoras acusam: o problema está na má qualidade dos cursos de formação para o magistério, com faculdades de pedagogia ofertando ensino muito fraco. Mas, perguntamos, isso explica tudo? Alunos, pais, diretores, faculdades....A quem mais vamos debitar a culpa pelo que acontece na escola? E porque nessa lista não aparecem as professoras? Acaso seriam elas super-heroínas infalíveis? As histórias desmentem essa concepção. A verdade é que a culpa não é deste ou daquele grupo. Ela é repartida entre todos que fazem parte do processo, inclusive as professoras, pois cada um tem sua parte no sistema de educação das crianças e adolescentes. E precisamos olhar o futuro, estender nossa visão para além do tempo presente, para responder: que professora queremos para sustentar uma educação de qualidade? A professora-amor, respondo. E sonho com o dia em que as histórias falarão de afeto, bons estímulos, exemplos sadios, trabalho perseverante, resultados maravilhosos. Histórias de professoras que amam sua missão e são amadas por seus alunos. Pensemos
nisso. . Para ler todos os artigos de Marcus De Mario clique aqui. |
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