CAPACITAÇÃO
Curso Presencial
Curso a Distância
Formação Continuada
NA ESCOLA
Seminários
Oficinas de Vivências
Palestras
Assessoria Pedagógica
IBEM
Quem Somos
Projeto Educação Moral
Clube Amigos do IBEM
Parceiro-Educador
Pestalozzi
Campanha Amar e Educar
Agenda
Central de Atendimento
Ibem on Line
Livros
Arquivos
Ações do IBEM
Cadastro
EDUCAÇÃO
Educação Moral
Pedagogia da Sensibilidade
Escola do Sentimento
Família
Experiências Que Dão Certo
Contando Histórias
Aprendendo Educar
Pensando a Educação
Atividades Educacionais
Links
Notícias Educacionais
Entrevistas
Artigos
Interatividade
Os Educadores
REALIZAÇÕES
Revista ReConstruir
Vivendo Sempre em Paz
Educação no 3º Milênio
SOS Professor
SITE
Primeira Página
   

Artigo
10/09/2007

A Professora do Futuro

Marcus De Mario
marcusdemario@educacaomoral.org

Professoras contam-me histórias que mereceriam a classificação de folclore ou ficção. Mas são histórias verdadeiras. Histórias envolvendo professoras em pleno exercício do magistério, numa sala de aula, trabalhando com crianças e adolescentes na escola. Algumas dessas histórias beiram o absurdo, outras escandalizam, e todas as histórias nos fazem pensar se essas professoras são realmente professoras. Isso porque as narrativas falam do uso de palavrões, danças obscenas, insinuações sexuais, agressão, palavrório inútil, etc, por parte da própria professora. O feminino predomina no ensino infantil e no primeiro segmento do ensino fundamental, mas isso não está carreando maior humanização da prática pedagógica e da convivência escolar.

Dizem as professoras, insistentemente, que crianças e adolescentes são o problema: sem limites, agressivos, deseducados. Será mesmo? Será que podemos pesar toda a culpa sobre os ombros frágeis de quem está em processo de desenvolvimento?

Pensando sobre isso, vem logo a resposta: a culpa é dois pais, das famílias que estão desestruturadas e não impõem deveres e responsabilidades aos filhos. Será que todas as famílias estão desestruturadas? E muitas professoras não são mães?

E apontam agora para o grande vilão: a gestão escolar omissa ou ditatorial, que não corresponde aos anseios da classe professoral, submetendo-se aos caprichos dos pais, ou às políticas de governo, ou à busca do lucro. Será que diretores de escola podem ser culpados por todos os males do ensino?

E por serem exigidas em refletir, as professoras acusam: o problema está na má qualidade dos cursos de formação para o magistério, com faculdades de pedagogia ofertando ensino muito fraco. Mas, perguntamos, isso explica tudo?

Alunos, pais, diretores, faculdades....A quem mais vamos debitar a culpa pelo que acontece na escola? E porque nessa lista não aparecem as professoras? Acaso seriam elas super-heroínas infalíveis?

As histórias desmentem essa concepção.

A verdade é que a culpa não é deste ou daquele grupo. Ela é repartida entre todos que fazem parte do processo, inclusive as professoras, pois cada um tem sua parte no sistema de educação das crianças e adolescentes.

E precisamos olhar o futuro, estender nossa visão para além do tempo presente, para responder: que professora queremos para sustentar uma educação de qualidade?

A professora-amor, respondo. E sonho com o dia em que as histórias falarão de afeto, bons estímulos, exemplos sadios, trabalho perseverante, resultados maravilhosos. Histórias de professoras que amam sua missão e são amadas por seus alunos.

Pensemos nisso. .

Para ler todos os artigos de Marcus De Mario clique aqui.


Eventos Duque de Caxias


Assessoria

Análise&Crítica
Blog