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Artigo
25/04/2011

A Alma da Educação

Marcus De Mario

A educação é uma arte profunda e maravilhosa quando temos consciência de sua alma, ou seja, de sua essência. Mas pode ser também uma ciência fria e desinteressante quando distanciada de seu principal elemento. Muitas vezes a alma da educação fica perdida, encoberta, por teorias e burocracias, com consequências lastimáveis para o ser humano e a sociedade. E não se pode verdadeiramente educar sem a alma da educação.

É que a educação é viva, seja considerada arte ou ciência, ou ambas. E o que é vivo possui alma, e essa alma deve vibrar, contagiando todos que dela se aproximem.

Você sabe qual é a alma da educação? É o amor.

O amor é o maior de todos os sentimentos. Não faz distinções, não faz escolhas. Pelo contrário, agrega, solidariza-se, coopera. Sem amor não há educação, mas apenas um processo de ensino frio, conteudista, memorístico, avaliado por provas e testes gélidos, mecânicos, formatados por padrão.

Quem entra na sala de aula e não tem amor, não consegue ver à sua frente mais do que alunos importunos, aulas tediosas, desafios insuperáveis, repetições intermináveis, provas e notas.

Agora, quem tem amor, ao entrar na sala de aula vê e sente à sua frente seres humanos em desenvolvimento, aulas prazerosas, desafios encantadores, descobertas renovadoras, interação e avaliação integral e contínua.

Quanta diferença!

Estamos, há tempos, na escola, enfrentando a carência afetiva. De alunos e professores. De pais e funcionários de apoio. Todo mundo precisando de um abraço, de um ombro amigo, de um ouvido para desabafar. E todos necessitando refazer valores de vida, para encontrar novos significados para o existir.

É o que a educação deveria prover. Mas como, se ela foi substituída pelo ensino? Não mais se educa. Apenas brincamos de ensinar. E muitos apenas fingem que aprendem.

Quando apresentamos a proposta de Educação Moral, secretários de educação, diretores escolares e coordenadores pedagógicos desdenham, não dão a devida atenção, desviam o assunto. Estão colocando no lixo a alma da educação. Que não se queixem, depois, dos malogros, dificuldades e um infindável cortejo de problemas enfrentados diariamente nas escolas, e que desembocam na sociedade.

Talvez seja mais fácil transferir o aluno "problema"; reclamar dos pais, fazer "vista grossa" para o professor sem amor, colocar meios de segurança na escola, entretanto, o acúmulo de consequências negativas dessas posturas, e que estamos vivenciando, indicam da urgência de fazermos mudanças, de retomarmos a educação, colocando o ensino no seu devido lugar, como parte do processo educacional do ser, e somente parte, e não a mais importante.

Quem ama, educa. Quem ama, procura soluções. Quem ama, caminha junto. Quem ama, investe em si mesmo. Quem ama, acredita. Quem ama, revoluciona.

Educação como amor, é do que necessitamos.

Pensemos nisso!

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