CAPACITAÇÃO
Curso Presencial
Curso a Distância
Formação Continuada
NA ESCOLA
Seminários
Oficinas de Vivências
Palestras
Assessoria Pedagógica
IBEM
Quem Somos
Projeto Educação Moral
Clube Amigos do IBEM
Parceiro-Educador
Pestalozzi
Campanha Amar e Educar
Agenda
Central de Atendimento
Ibem on Line
Livros
Arquivos
Ações do IBEM
Cadastro
EDUCAÇÃO
Educação Moral
Pedagogia da Sensibilidade
Escola do Sentimento
Família
Experiências Que Dão Certo
Contando Histórias
Aprendendo Educar
Pensando a Educação
Atividades Educacionais
Links
Notícias Educacionais
Entrevistas
Artigos
Interatividade
Os Educadores
REALIZAÇÕES
Revista ReConstruir
Vivendo Sempre em Paz
Educação no 3º Milênio
SOS Professor
SITE
Primeira Página
   

Artigo
07/08/2006

Toque de Recolher

Marcus De Mario

A cidade de Washington, além de ser a capital norte-americana, é também a terceira cidade mais violenta dos Estados Unidos da América. Preocupando-se seus administradores públicos com esse dado estatístico, e naturalmente querendo proteger seus cidadãos, principalmente os mais jovens, decretou a Prefeitura, por lei, o toque de recolher para pessoas com 17 anos e menos, que agora não podem mais ficar nas ruas após as dez horas da noite. Alega a administração municipal que assim evita que os jovens envolvam-se em brigas de gangs, que consumam bebbidas alcóolicas e drogas nos bailes e festas, colaborando então, decisivamente, com os pais, para impor limites aos jovens adolescentes.

As opiniões dos jovens, dos pais e dos diversos especialistas divergem, alguns a favor e outros contra. Em média, a polícia prende 50 jovens por noite nas ruas de Washington, encaminhando-os para abrigos especializados, onde devem ser retirados pelos pais pela manhã.

O toque de recolher é uma medida preventiva ou punitiva? E mais: toque de recolher ou educação? Lembremos que já houve uma mudança no horário. Antes era proibido ficar na rua após a meia-noite, agora duas horas mais cedo. Por que? Porque os índices de violênia não diminuíram, e os jovens têm sido as maiores vítimas. E haverá solução com o toque de recolher às dez da noite? Ou às nove horas? Talvez às seis da tarde?

Temos plena convicção que o toque de recolher é muito mais uma medida punitiva do que preventiva, pois essa medida não vai às causas, apenas tenta controlar os efeitos da violência, cerceando a liberdade, mas não educando, e quando isso acontece, a experiência demonstra que o homem transfere suas ações de horário, de local, inclusive modificando o modo de ação, fugindo assim da norma proibitiva e punitiva.

Se os investimentos públicos prorizassem a educação moral, o quadro social que vivenciamos seria bem outro, pois a justiça social seria bem mais amplamente aplicada, as pessoas sairiam da escola com seu caráter e seu senso moral desenvolvidos com base na regra de ouro de fazer ao outro o que queremos que ele nos faça, e isso combateria a violência na raiz.

Os jovens devem ser orientados no campo dos limites, das responsabilidades, do uso consciente da liberdade, da importância da família como espaço de convivência, do saber viver com as diferenças, dos ideais mais nobres de vida, da espiritualidade do ser. Um jovem assim educado não precisa de toque de recolher. Uma sociedade formada por jovens e adultos educados moralmente não precisa de toque de recolher.

Repensemos o que estamos fazendo com os investimentos públicos, e construamos uma educação voltada para a formação completa do ser, e não simplesmente preparatória para vestibular.

O toque de recolher faz com que as ruas desertas sejam ocupadas por todos aqueles que querem dominar pela força, pela violência, dando mais trabalho à polícia, lembrando que o jovem que deseje drogar-se, embebedar-se, desregrar-se no sexo e agir com violência, o fará em qualquer horário, já que não está sendo educado para pensar sobre o bem e o mal e suas consequências.

Pensemos nisso antes de aplaudir o toque de recolher.

Para ler todos os artigos de Marcus De Mario clique aqui.


Eventos Duque de Caxias


Assessoria

Análise&Crítica
Blog