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Artigo A Alma da Educação Marcus De Mario Conta-se que no antigo oriente, em data que se perde na história da humanidade, um velho professor encontrava-se no terraço de sua residência, em plena noite estrelada, contemplando a imensidão do céu. Parecia ao mesmo tempo reverenciar e admirar aquela negritude pontilhada de astros luminosos. Em silêncio, seu filho, um jovem mediando os vinte anos de idade, aproximou-se e passou também a contemplar o céu. Em dado instante indagou ao pai: "Pai, o que existirá onde meus olhos nada enxergam?". O velho professor, procurando palavras em sua longa experiência de vida, respondeu: "O pensamento do criador, meu filho, é isso que lá está". O jvem não entendeu a resposta e tornou a indagar: "Mas, pai, como posso enxergar com meus olhos o pensamento do criador?" E o velho professor, acumulando rica sabedoria interior, explicou: "Meu filho, como você quer enxergar com os olhos o que só pode ser sentido pela alma?" E acrescentou: "Assim também tudo o que fazemos pelo bem daqueles de quem somos responsáveis, nossos filhos e nossos alunos, pois eles não podem enxergar a beleza e profundidade da vida nas páginas de um livro, e sim sentir nas proffundezas de sua alma". E o céu continuou estrelado, e pai e filho continuaram, em silência, sua admiração e reverência. Essa história serve bem para repensarmos a educação, pois não é com os olhos da instrução que entenderemos a vida e prepararemos nossos filhos e alunos para ela, e sim será com os sentidos da alma que conseguiremos formá-los para essa vida que não nos pertence, mas nos é dada por Deus, o grande esquecido dos conteúdos curriculares e dos procedimentos pedagógicos. E como admirar e reverenciar a vida, se não sensibilizamos nossos próprios sentimentos, e não projetamos, para nós mesmos, ideais maiores a serem conquistados? Pensemos nisso, antes de, amanhã, entramos na sala de aula para mais um dia de trabalho. Para ler todos os artigos de Marcus De Mario clique aqui. |
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