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Artigo Dinheiro e qualidade Marcus De Mario Acaba de ser publicado resultado de pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que é órgão do Ministério da Educação (MEC), revelando que a quantidade de recursos destinados à educação não garante qualidade no ensino. A pesquisa comparou os gastos estaduais em cada aluno da rede pública anualmente e os resultados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). A conclusão é que o dinheiro explica apenas 50% dos resultados de desempenho de uma escola. O restante depende de boa gestão, projetos pedagógicos consistentes e envolvimento da direção, professores, funcionários e pais. Na análise dos resultados fica claro que o dinheiro é fator diferencial para municípios mais pobres, que efetivamente melhoram o ensino a partir da aplicação de volume maior de recursos financeiros, mas esse diferencial fica quase nulo em municípios mais ricos, onde o que mais vale é boa gestão, projeto pedagógico e envolvimento. Onde a qualidade do ensino é satisfatória, a pesquisa revela a existência de fragilidades no sistema educacional. Escolas localizadas em bairros de periferia têm Ideb mais baixo que escolas situadas em bairros nobres, ou seja, continua existindo a discriminação social. Promete o MEC, junto com o Unicef, divulgar no segundo semestre o resultado de pesquisa feita nas escolas que obtiveram o melhor desempenho no Ideb em 2007, em comparação com 2005, com o objetivo de descobrir os caminhos que levaram essas escolas a se destacarem na qualidade do ensino. Enquanto aguardamos, pensemos seriamente na tríade apontada pela pesquisa, muito importante para colher bons resultados escolares: > Boa Gestão. O dinheiro, naturalmente, é importante, mas se não é bem utilizado e acompanhado pelos outros 50% da receita (a tríade acima), não resolve as questões da educação e do ensino. O resultado da pesquisa é significativo, mudando o foco da questão educacional. Luta-se por mais verbas, para que a porcentagem do Produto Interno Bruto destinada à educação fique entre 7% a 12%, mas agora entendemos que não basta ter dinheiro - que é necessário, repetimos -, pois se ele sofre desvio, ou é mal aplicado, os problemas persistem. A verdade é que só chegaremos ao ensino de qualidade quando este estiver impulsionado pela educação moral do ser, pois o homem moralizado será incorruptível, então o dinheiro será bem aplicado. Como consequência, a gestão nada terá de pesada, burocrática ou favores, voltada que estará para o bem comum. E esse mesmo homem planejará projetos pedagógicos práticos, e não meramente formais. E, ainda, se envolverá, de todo coração, de toda alma, na educação das novas gerações. Hoje temos bons exemplos que são como oásis num vasto deserto. Com a educação moral teremos um oceano de boas práticas pedagógicas e administrativas. E, apenas para lembrar, nem ensino de qualidade, nem educação moral, nem boa gestão, se fazem sem a presença do amor, sem a marca profunda desse maior sentimento. Pensemos
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