Educação Moral <> Pedagogia da Sensibilidade <> Escola do Sentimento

Palestras - Seminários - Oficinas de Vivências - Cursos

 
CAPACITAÇÃO
Curso Presencial
Curso a Distância
Formação Continuada
NA ESCOLA
Seminários
Oficinas de Vivências
Palestras
Assessoria Pedagógica
IBEM
Quem Somos
Projeto Educação Moral
Clube Amigos do IBEM
Parceiro-Educador
Pestalozzi
Campanha Amar e Educar
Agenda
Central de Atendimento
Ibem on Line
Livros
Arquivos
Ações do IBEM
Cadastro
EDUCAÇÃO
Educação Moral
Pedagogia da Sensibilidade
Escola do Sentimento
Família
Experiências Que Dão Certo
Contando Histórias
Aprendendo Educar
Pensando a Educação
Atividades Educacionais
Links
Notícias Educacionais
Entrevistas
Artigos
Interatividade
Os Educadores
REALIZAÇÕES
Revista ReConstruir
Vivendo Sempre em Paz
Educação no 3º Milênio
SOS Professor
SITE
Primeira Página
   

Artigo
23/11/2009

Como Aplicar a Educação Moral

Marcus De Mario

A primeira ideia que acorre aos educadores quando apresentamos a proposta de educação moral, através do Projeto Educação Moral para Formação do Ser, é a inclusão na grade curricular de uma disciplina específica, como se voltássemos ao antigo modelo que trabalhava a educação moral e cívica e, igualmente, a organização social e política brasileira, como disciplinas pertencentes ao currículo. Não, este não é o nosso entendimento, não é nossa proposta. Não se pode trabalhar a educação moral apenas durante duas ou cinco horas semanais, em aulas específicas. Teríamos aí tão somente estudo teórico, mas crianças e adolescentes não necessitam estudar moral e ética do ponto de vista do pensamento filosófico, sociológico, antropológico ou religioso. A educação moral deve desenvolver valores morais, virtudes, o que só acontece se a teoria estiver intimamente ligada à prática, à vivência.

É por esse motivo que desenvolvemos a Pedagogia da Sensibilidade, que abordaremos em próximo artigo. Então, a educação moral deve estar presente em todo o currículo, deve nortear objetivos e conteúdos de todas as disciplinas, mas não basta termos isso no papel, ou seja, nos enunciados do projeto político-pedagógico da escola, do regimento interno e dos conteúdos curriculares. Se os professores não estiverem inseridos no espírito da educação moral, ou seja, se não realizarem consigo mesmos essa educação, ficaremos mais uma vez apenas no discurso teórico distanciado da sua prática.

Assistimos professores imensamente preocupados em disciplinar seus alunos, dar-lhes ordens, limitar suas atividades e assim por diante. Que adianta essa postura se ele, professor, não é disciplinado, não obedece ordens e é desorganizado para realizar seus deveres? Basta um olhar sobre a sala dos professores para verificar o quanto deseducados são os professores, que conseguem transformar o ambiente, que deveria ser pedagógico e humanizado, em bazar, centro de fofocas e o que mais pudermos catalogar. E a questão não está restrita à sala dos professores.

Quantos professores indiferentes? Quantos professores burocráticos? Quantos professores rígidos, disciplinadores? Quantos professores arrogantes? Quantos professores irresponsáveis? Quantos professores agressivos? Quantos professores sem limites? Quantos professores indisciplinados? Quantos professores centralizadores, sem permitir participação? Enfim, quantos professores deseducados?

A implantação da educação moral na escola começa pela educação moral do professor. Não trabalhamos um projeto bonito para ser comprado pela gestão escolar e colocado em prática a partir de uma apresentação e distribuição de material apostilado numa reunião da coordenação pedagógica. Normalmente o primeiro ano é dedicado a capacitar os professores, coordenadores, funcionários e gestores, ao mesmo tempo que integramos pais e responsáveis ao projeto. É trabalho de médio e longo prazo, transformando a escola a partir dos professores e dos pais.

Transformar as mentalidades e a postura docente é fundamental.

A educação moral possui pilares que não sustentam atitudes inquisitoriais ou de punição, normalmenmte encontradas nas escolas. É educação vivida com amor, em que nos permitimos parar e ouvir o canto de um pássaro empoleirado no galho de uma árvore. É educação feita com a própria experiência, de quem pode tentar, errar, aprender e tentar de novo. É educação feita com poucos discursos e muitos exemplos, exemplos de si mesmo se transformando e mostrando como é bom se transformar, sempre para melhor.

Enquanto você aguarda nossa abordagem sobre a Pedagogia da Sensibilidade, em outro texto, aproveite para olhar para si mesmo e faça um exercício de autoconhecimento, listando, dia a dia, seus pensamentos, suas palavras e suas ações. Coloque-as, imaginariamente, numa outra pessoa e veja se você ficaria feliz vendo outro alguém sendo e fazendo o que você é e faz. Se ficou feliz, ótimo, é só continuar, melhorando o que pode ser melhorado. Agora, se ficou triste, você está com um bom indicador do quanto precisa se esforçar para sair do patamar de ser apenas um professor, para galgar o degrau de ser, realmente, um educador. Dar esse passo é realizar consigo a educação moral.

Pensemos nisso!

Para ler todos os artigos de Marcus De Mario clique aqui.

 

Análise&Crítica
Blog de Marcus De Mario