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Artigo Para Uma Nova Educação, Um Novo Professor Marcus De Mario Diretor de uma escola solicitou que apresentássemos um projeto pedagógico, pois queria modificar o trabalho realizado pelo seu estabelecimento de ensino. Fiz uma contraproposta: reunir os professores e demais profissionais da educação e perguntar a eles o que querem, como gostariam que fosse a escola, o que está dando certo e o que precisa de modificação. Construir uma nova proposta pedagógica com a participação das pessoas que a fazem funcionar. Lembrei ao bem intencionado diretor que nenhuma proposta pedagógica pode ser implementada de cima (direção) para baixo (professores), e que, por melhor ela seja, se mentalidades e posturas não mudarem, a teoria ficará apenas no papel. Ele fez um ar de decepção e retrucou: "Mas isso vai levar muito tempo!". E respondi, para seu desespero: "Pelo menos um ano de estudos e práticas e mais um ano para consolidação do processo, que deve também incluir os funcionários de apoio e os pais". E expliquei que a Pedagogia da Sensibilidade necessita ser estudada e absorvida pelo corpo de profissionais de educação da escola, e isso requer tempo, discussão, experiências, e que os pais não podem ficar à parte desse desejo da direção escolar. Cada escola possui suas especificidades, por isso não tiro da manga do paletó um projeto pronto, qual fórmula mágica que serve para todos. Ele ficou de pensar. Não guardo ilusão, o tempo passará e o novo projeto será engavetado. Muitos responsáveis por escolas particulares querem o imediato, aquilo que pode dar retorno financeiro em curto prazo, e com boa margem de lucro, afinal eles consideram a escola uma empresa, um negócio corporativo. Capacitar periodicamente os professores, aprofundando o conhecimento de pensamentos e práticas pedagógicas, não faz parte dos princípios da maioria dos donos de escolas. Para eles isso é gastar dinheiro, é ter menos lucro. Estão na contramão dos atuais princípios de gestão, que procuram humanizar o ambiente de trabalho e envolver os funcionários no processo de execução e decisão da empresa. Que adianta um novo projeto pedagógico, se em sala de aula o professor continuará com as mesmas posturas? Que adianta uma nova teoria, novos princípios, se o professor será indiferente ou fará uma barreira contra as mudanças? Por mais se teorize, a questão fundamental é: para uma nova educação, necessitamos de novos professores, o que não quer dizer que jovens professores sejam melhores que professores experientes. Falamos de juventude no pensar, do regar constantemente os sonhos, do querer alçar o vôo da alma além dos horizontes do ensinar. Se você, gestor escolar, encontrar esse professor, permita que ele tenha liberdade para voar. Pensemos
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Análise&Crítica
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