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Artigo Solidariedade Social Marcus De Mario Avançamos, mesmo que vagarosamente, para a solidariedade, para a compreensão da diversidade humana e a importância ética da responsabilidade social. E surgem projetos pela solidariedade, normalmente criados e colocados em ação por organizações não governamentais, projetos esses que a mídia - seja ela televisiva, online, impressa, radiofônica - divulga em artigos, reportagens e programas jornalísticos ou mesmo mantendo espaço específico sobre cidadania social. Paulatinamente vemos pessoas comuns se reunirem a benefício de outras pessoas. Um bom exemplo, são os voluntários nos hospitais. Existem grupos que auxiliam pacientes terminais. Outros fazem a alegria das crianças internadas. Ainda outros beneficiam doentes diversos nas enfermarias. Solidariedade feita individualmente ou organizada em grupo. Não importa, pois aqueles que são atendidos têm as suas carências emocionais preenchidas, e mesmo as carências materiais atendidas, conforme os objetivos da ação realizada e o público alvo a que se destina. Solidariedade não é apenas um dever cristão, é um dever humanitário que deve desabrochar da consciência integrada com o coração. Como relacionar-se bem é uma arte, compreendemos que um dos seus componentes é a solidariedade, pois não fomos criados para um viver egoísta, para um individualismo exagerado, competindo-nos o exercício constante da cooperação. Para isso necessitamos do contato com as outras pessoas. Esse contato, com pessoas que são diferentes de nós, fará com que nos completemos e consigamos o bem estar social. Um olhar no tempo histórico e compreenderemos a necessidade de implantarmos na humanidade uma sociedade solidária. Durante séculos conhecemos a guerra, a usurpação, o domínio brutal de uns contra os outros, gerando males sem conta, desfiladas nas tragédias que ensangüentaram variados povos. Conhecemos os vales segregacionais dos leprosos, as senzalas da escravidão, o direito do mais forte, a submissão da mulher, a espoliação econômica do subdesenvolvido, o milênio medieval das trevas da ignorância cultural e do fanatismo religioso, as epidemias mortíferas com o sepultamento em valas comuns, a discriminação dos diferentes. Nada de solidariedade, tudo pelos interesses individuais ou de pequenos grupos. Mas, se olharmos os tempos atuais, ainda nos escandalizaremos com as guerras, com a escravatura no trabalho, com a poluição sem freios da natureza, com o preconceito racial, com a ganância financeira nas bolsas de valores, com o desperdício de bilhões de dólares em atividades que em nada melhoram o homem, com o descaso na educação. Precisamos de uma sociedade solidária. Precisamos ser solidários. Reunirmo-nos em grupo para auxiliar os que estão hospitalizados, para ajudar os que estão estudando, para reflorestar um pedaço de terra, para abrir novos postos de trabalho remunerado, para ouvir, consolar e orientar os que estão desesperados, para exercer a cidadania em todos os setores da sociedade, para promover um homem moralizado. Não basta avançar pela força mesma das coisas, impulsionado automaticamente pela vida. Cumpre ao homem acelerar esse ritmo, cumpre-nos fazer todo o possível pela nossa moralização e moralização da sociedade, e a educação moral do ser é a grande e profunda ferramenta para isso, devendo ser utilizada na família e na escola. A vivência da solidariedade é indício de progresso moral, de maior compreensão do amor, e quem ama e é solidário, encontra o porto seguro da paz e da felicidade. Pensemos
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