CAPACITAÇÃO
Curso Presencial
Curso a Distância
Formação Continuada
NA ESCOLA
Seminários
Oficinas de Vivências
Palestras
Assessoria Pedagógica
IBEM
Quem Somos
Projeto Educação Moral
Clube Amigos do IBEM
Parceiro-Educador
Pestalozzi
Campanha Amar e Educar
Agenda
Central de Atendimento
Ibem on Line
Livros
Arquivos
Ações do IBEM
Cadastro
EDUCAÇÃO
Educação Moral
Pedagogia da Sensibilidade
Escola do Sentimento
Família
Experiências Que Dão Certo
Contando Histórias
Aprendendo Educar
Pensando a Educação
Atividades Educacionais
Links
Notícias Educacionais
Entrevistas
Artigos
Interatividade
Os Educadores
REALIZAÇÕES
Revista ReConstruir
Vivendo Sempre em Paz
Educação no 3º Milênio
SOS Professor
SITE
Primeira Página
   

Aprendendo Educar

Como Trabalhar a Educação Moral em Sala de Aula

Marcus De Mario

Participando de encontros e seminários onde temos tido a oportunidade de apresentar o Projeto Educação Moral para Formação do Homem, alguns professores alegam não terem espaço de tempo em suas aulas para, além da matéria curricular, ainda terem de trabalhar a educação moral, considerando alguns seja esse binômio currículo/formação moral incompatível. É natural que assim pensem diante de uma "novidade" que lhes está sendo apresentada, quando mostramos a necessidade da união entre o desenvolvimento da inteligência e o desenvolvimento dos sentimentos através do despertamento da sensibilidade.

É preciso fique claro que não defendemos a existência de aulas específicas de educação moral, com professores especialmente habilitados para essa função. Não se trata de mais uma disciplina a ser incorporada ao currículo, e sim de um trabalho interdisciplinar, integrado ao dia-a-dia da sala de aula, aproveitando as circunstâncias da vida dos alunos e da sociedade em que vivem.

A educação moral trabalha os valores humanos e esses valores fazem parte do ser e da vida, em todas as circunstâncias.

Nas objeções de alguns professores encontramos dois fatores que merecem nossa análise:

  1. Nem sempre o professor se coloca como educador. Já tivemos ocasião de uma professora afirmar-se apenas professora, ou seja, formada para dar aula daquela disciplina específica e pronto, conforme suas palavras. Perguntamos: como pode ela promover a educação se apenas trabalha o ensino curricular?

  2. O professor se coloca de forma muito individual, nem sempre percebendo que faz parte de um grupo. Novamente uma pergunta: como pode ele, sozinho, querer resolver as questões do processo educacional, quando trabalha cercado de colegas de profissão, com o mesmo objetivo?

Professor x educador e individualismo x grupo são posicionamentos a serem meditados e reavaliados.

Ainda podemos apontar um terceiro fator: a questão da violência. Para ilustrar passo a contar aos leitores uma cena vivida na secretaria de uma escola, da qual fui mero espectador:

Professora 1 - Não sei mais o que fazer com meu filho. Vive me desobedecendo, não dá satisfações e agora sai toda noite com os amigos.

Professora 2 - O meu filho eu já controlei. Dei-lhe umas boas surras e já avisei que se continuar o castigo vai ser maior.

Professora 1 - Já cansei de bater e ameaçar.

Professora 2 - Mas o seu ainda está em tempo, com nove anos. Pior é o meu que já está com doze e agora as surras não resolvem mais.

E assim a conversa continuou mais um pouco e o único que se salvou fui eu mesmo que não levei nenhum tapa, embora estivesse muito perto das duas professoras.

Realmente o quadro chega a ser desestimulador: egoísmo, falta de união, indiferença, valores invertidos, preocupação apenas com o conteúdo e não com a formação...mas nada está perdido.

Trabalhando na sala de aula
Propomos aos professores sensibilizarem os sentimentos dos alunos a partir do sentir e vivenciar os valores humanos, quais sejam: valores físicos (corpo e atividades físicas), valores intelectuais (economia, política, cultura e ciência), valores morais (sentimentos, sociedade, artes, virtudes e família), valores espirituais (religiosidade). Para tanto oferecemos, através da Pedagogia da Sensibilidade, as seguintes ferramentas práticas:

1. Atividades para desenvolvimento do cognitivo.
2. Atividades para desenvolvimento do instinto.
3. Atividades para desenvolvimento dos sentimentos.
4. Exercícios de vida.
5. Técnicas de sensibilização.
6. Vivências de solidariedade.
7. Práticas de bondade.
8. Jogos cooperativos.
9. Jogos de estimulação do relacionamento interpessoal.

Qualquer professor, em qualquer dia, pode iniciar a aula com a técnica de sensibilização "Como Estou". Ao fazer a chamada nominal peça aos alunos que identifiquem-se descrevendo o seu sentimento naquele momento. Exemplo: estou feliz, estou de mau humos, etc. Pergunte a eles o que significa estar feliz ou estar de mau humos, quem já esteve de mau humor e conseguiu depois ficar feliz e como fez isso. Essa conversa descontraída, de no máximo dez minutos, se for levada a efeito todos os dias criará o hábito salutar nos alunos de perceberem que os outros também possuem os mesmos problemas, e que sempre há uma saída feliz para dias mais felizes.

A vivência de solidariedade "Descobrindo" pode ser aplicada como um projeto desenvolvido por vários professores ao mesmo tempo, pois trata-se de organizar em sala de aula grupos de discussão temática sobre temas da vida como sexo, drogas, violência, família, etc., levando os alunos a pesquisar o tema escolhido e debate-lo, oportunizando momentos de troca de experiências e percepção sobre o que é bom e o que é ruim para a construção de suas vidas. Pode ser aplicado uma vez por semana, por exemplo.

Fazer seus alunos pensarem através de "Desafios é outra técnica que favorece a fusão currículo-moral. Exemplifiquemos com a disciplina Educação da Cidadania. Proponha aos alunos resolverem o problema da miséria em sua cidade. Quantas pessoas são miseráveis? Quais suas condições gerias de vida? São questões que envolvem a matemática, a estatística, a higiene, a ecologia e outras matérias. Deixe-os pensar e propor soluções concretas. Discuta com eles a viabilidade das propostas e suas reais conseqüências, fazendo com que eles cheguem a atividades concretas que possam realizar individualmente e em grupo. As melhores soluções podem ser encaminhadas para a Prefeitura Municipal.

Manter o diálogo aberto e construtivo da consciência crítica, com base no amor, é tarefa constante que o professor deve trabalhar consigo mesmo.

O professor que amar sua profissão será um educador e trabalhará os valores humanos para que seus alunos alcancem o "ser no mundo", o patamar que a educação moral nos oferece e que não é tão difícil ser trabalhado em sala de aula e por toda a escola.

 


Eventos Duque de Caxias


Assessoria

Análise&Crítica
Blog